Comic-Con San Diego, Séries de TV e Cinema A cobertura da Comic-Con feita por um brasileiro para brasileiros e muito mais!
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    February 23rd, 2012Edu TeixeiraSéries
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    Tem séries que a quando anunciadas ficamos doidos para ver. Isso independe do nosso gênero de séries preferido. Eu, como fã de ficção científica, subo pelas paredes de ansiedade por novos produtos que desafiem minha imaginação. Achei a premissa de “The River” (ABC) interessantíssima, mas o resultado final foi para lá de decepcionante.

    A série criada por Oren Peli (Atividade Paranormal) e Michael R. Perry (“NYPD Blue”) e produzida por Steven Spielberg conta em forma de falso documentário a história de uma expedição de resgate no coração da Amazônia. Durante mais de 20 anos o Dr. Emmet Cole (Bruce Greenwood) viajou por todo mundo em busca de histórias para o programa “The Undiscovered Country”, uma espécie de reality show sobre fauna e flora. Contrariando vários hábitos em sua última aventura, o Dr. Cole não leva sua esposa (Leslie Hope), seu produtor Clark Quitely (Paul Blackthorne), nem tampouco o mecânico de fé Emilio Valenzuela (Daniel Zacapa). Com a equipe modificada ele embarca no Magus, seu estúdio em forma de barco, e ruma para um local não mapeado da Amazônia, desaparecendo sem deixar vestígios.

    Seis meses depois, já com as buscas oficiais suspensas, um sinal do transmissor de emergência do Dr. Emmet é captado. A rede de televisão – que exibiu por duas décadas o programa apresentado pelo cientista explorador – não pensa duas vezes e resolve financiar uma expedição de busca. “Só” pedem em troca o direito de documentar tudo, exibindo as filmagens da aventura como uma nova temporada de “Undiscovered Country”.

    Não assisti nenhum dos três filmes Atividade Paranormal, nem tanto por falta de interesse, mas de tempo. Sei que fizeram algum sucesso (tanto que foram três, com um quarto em produção) e que tinham o mesmo formato de falso documentário que “The River”. Digo isso para esclarecer que meus comentários sobre a série não estão contaminados de forma alguma pelos filmes dirigidos e/ou produzidos por Oren Peli.

    O que mais me incomoda em “The River” são os buracos na história. As peças não se encaixam em nenhum momento e isso dá uma forte sensação de enganação. A história do transmissor de segurança é uma forçada de barra desnecessária. Como a senhora Cole estava praticamente divorciada do marido aventureiro, como fazer ela se embrenhar no meio da floresta tropical em busca do sujeito? Um transmissor de emergência. Brilhante não é? Não. Forçado. Ela não precisava estar se divorciando para começo de conversa e a motivação seria o bom e velho amor. E precisa mais? E por que ele não levou a mulher nessa aventura? Por amor. Para protegê-la de perigos que ele sabia que enfrentaria. Muito mais bem amarrado, simples e honesto. Mas esse não é o pior dos furos. Depois de seis meses de buscas oficiais e de uma incursão independente bancada pela rede de TV que não dá em nada, surge de lugar algum a filha de um operador de câmeras desaparecido e apresenta uma nova pista Forçado, forçado, forçado demais.

    Outro problema sério é a falta de comprometimento da produção com o estilo escolhido. Se é para fazer um falso documentário, tem que fazer direito. Como bem disse um seguidor meu no Twitter (@the_tyger): “O que atrapalha são os elementos que não são próprios de mockumentaries: trilha sonora e cenas aéreas”. É exatamente isso. Ou é ou não é. Não dá para ficar no meio do caminho.

    Depois de “Lost”, parece que o medo das grandes redes de bancar séries com histórias continuadas foi amplificado. Elas sempre tiveram receio, mas agora a situação parece bem pior. Mesmo séries com total DNA de continuação são forçadas a conter histórias fechadas em cada episódio. Da temporada atual, além de “The River”, Alcatraz (Fox) sofre do mesmo problema.

    Por último, como fã de Steven Spielberg sou forçado a dizer que, aparentemente, ele não é na TV o gênio que é (ou foi) no cinema. Suas produções (quase todas) recentes para a telinha mostram uma preocupante tendência ao fracasso. “Falling Skies” (TNT) é razoável. Desperta interesse, mas o resultado é muito aquém do que se esperava. “Terra Nova” (Fox) é cara para diabos e fraca. Roteiros tipo queijo suíço capitaneados pelo assassino de séries Brannon Braga (também escolha de Spielberg) e por último “The River”, que até agora consegue ser a pior das três.

    Depois de quatro episódios, dois dos quais um piloto duplo, posso dizer sem medo de mudar de opinião que não gostei de “The River”. Os sustos  parecem ser o objetivo e não uma consequência natural de uma história de mistério e terror bem contada. Como sustentar isso em uma série de TV é para mim um mistério maior do que o sumiço do Dr. Emmet Cole.

     

    Audiência:

    • Episódio 01 (07/02/12) – 2.6 no demo (18-49 anos) e 8.35 milhões no total de espectadores. Terceiro lugar no horário.
    • Episódio 02 (07/02/12) – 2.3 no demo (18-49 anos) e 6.83 milhões no total de espectadores. Primeiro lugar no horário.
    • Episódio 03 (14/02/12) – 1.7 no demo (18-49 anos) e 6.28 milhões no total de espectadores. Quarto lugar no horário.
    • Episódio 04 (21/02/12) – 1.7 no demo (18-49 anos) e 4.8 milhões no total de espectadores. Números preliminares.

    Ficha Técnica

    Elenco:

    Bruce Greenwood (“The Core”) – Dr. Emmet Cole

    Joe Anderson (“The Gray”) – Lincoln Cole (O filho do Dr. Cole)

    Leslie Hope (“24”) – Tess Cole (A esposa do Dr. Cole e mão de Lincoln)

    Eloise Mumford (“Crash”) – Lena Landry (Filha do operador de camera desaparecido)

    Paul Blackthorne (“The Gates”) – Clark Quitely (O produtor)

    Thomas Kretschmann (“King Kong”) – Cap. Kurt Brynildson (Responsável pela segurança)

    Daniel Zacapa (“Resurrection Blvd.”) – Emilio Valenzuela (O mecânico do Magus)

    Shaun Parkes (“Human Traffic”) – A.J. Poulain (Operador de camera)

    Paulina Gaitan – Jahel Valenzuela (Filha de Emilio)

    Luisana Lopilato  – Policial

    Scott Michael Foster (“Californication”) – Jonas Beckett (O operador de câmera do Dr. Emmet Cole)

    Produção:

    Oren Peli (Atividade Paranormal)

    Jason Blum (Atividade Paranormal)

    Steven Schneider (Atividade Paranormal)

    Darryl Frank (“Terra Nova”)

    Justin Falvey (“Smash”)

    Zack Estrin (“Prison Break”)

    Michael Green (“Heroes”)

    Wendy Battles (“Law & Order”)

    Aron Eli Coleite (“Heroes”)

    Glen Morgan (“Bionic Woman”)

    Steven Spielberg

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    October 13th, 2011Edu TeixeiraSéries

    Como não esperar muito de uma série com dinossauros produzida por Steven Spielberg? Não tem como e esse talvez seja o maior problema de “Terra Nova”, o novo drama da Fox – que teve o piloto mais caro da história da televisão – nasceu cercado de expectativas muito altas. Talvez altas demais.

    Assisti a primeira parte do piloto na Comic-Con 2011 e talvez pelo clima do local, vi mais qualidades que defeitos. As cenas do futuro apocalíptico foram minhas preferidas. Assisti o piloto completo assim que foi exibido nos EUA e já sem a influente reação de mais de 4000 fãs presentes no ballroom 20 do Centro de Convenções de San Diego em Julho, fiquei decepcionado.

    Como sou trekker de longa data, não só estou habituado com explicações técnicas (conhecidas como tecno-baboseiras ou technobabbles) como espero por elas. Queria muito ter a ilusão de ter entendido melhor a viagem no tempo.  Como a fratura do tempo surgiu? Como assim outra linha do tempo? Dá para explicar melhor? Qualquer esperança de saber essas respostas agonizou depois que a família Shannon entrou no portal e voltou 85 milhões de anos no tempo.

    O primeiro sinal de que a nau seguia um curso duvidoso foi a saída do roteirista e produtor David Fury (“Lost”).  Fury é uma daquelas pessoas que, embora não sejam muito famosas, dão credibilidade às produções. A alegria e esperança que os fãs mais informados de “Fringe”, eu inclusive, sentiram ao saber que ele entraria para a 4ª temporada da série é inversamente proporcional  ao que foi sentido por quem, assim como eu, esperava avidamente por “Terra Nova”.

    Os efeitos especiais são sensacionais e justificam cada um dos muitos dólares gastos, mas a saída de Fury deixou um vácuo na equipe de roteiristas. O roteiro da segunda parte do piloto foi creditado a ele e a Brannon Braga, mas Fury deixou claro via Twitter que saiu da produção bem antes da filmagem do piloto e que não reconhecia aquele roteiro como seu. Braga, sobre quem já escrevi um longo texto, é um notório coveiro de séries. É muito difícil acreditar em alguma produção com ele no comando.

    Dito isso, “Terra Nova” não é uma bomba completa, mas também não é nenhuma maravilha e os roteiros até agora são os culpados por isso. Romance adolescente demais para dinossauros de menos. O último episódio exibido, “What Remains” , foi particularmente fraco. O roteiro é a enésima reciclagem de um episódio clássico de Jornada nas Estrelas (“The Naked Time”). Já perdi as contas de quantas séries de ficção, incluindo as demais Jornadas, já beberam dessa fonte com melhores resultados.

    A audiência da estreia foi bem aquém do que era esperado. 9.22 milhões de espectadores assistiram o piloto, sendo 3.965 milhões na demo, ou faixa etária que mais importa (18-49). No 2º episódio, a série se manteve firme em termos de demo, mas viu o total de público cair para 8.73 milhões. Na semana seguinte, a primeira queda acentuada: -20% no total e -16% no demo. Dados muito preocupantes.

    Ter a marca Spielberg vai ajudar o show a ter todas as chances do mundo de evoluir. Os efeitos especiais e toda a parte técnica estão nos seus devidos lugares. Agora é se concentrar em preencher os espaços restantes com histórias melhores. Gostaria muito que conseguissem.

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    August 22nd, 2011Edu TeixeiraComic-Con, Séries

    Stephen Lang

    O painel de “Terra Nova” na Comic-Con 2011 foi iniciado com uma surpresa. Sem qualquer aviso prévio, o piloto da nova produção de Steven Spielberg começou a ser exibido nos telões. O sentimento geral no Ballroom 20 quando a exibição começou era que veríamos os primeiros minutos – 15 no máximo – e depois os produtores Jose Molina (“Castle”), Brannon Braga (“Flash Forward”), Rene Echevarria (“The 4400”), o supervisor de efeitos especiais Kevin Blank e ator Stephan Lang (Avatar) entrariam para que o painel propriamente dito começasse. Felizmente estávamos errados e a primeira parte piloto foi exibida por inteiro (45 minutos). Antes de entrar no que foi dito pelos participantes do painel, vou dar minha opinião sobre o que assisti.

    Para começo de conversa a produção é impecável. O moribundo mundo de 2149 é claustrofóbico, escuro, extremamente poluído e sem qualquer recurso natural. Uma fruta, qualquer uma, é mais rara que um diamante hoje em dia. A saída encontrada é recomeçar. É voltar no tempo e colonizar a Terra novamente. Dessa vez sem cometer os inúmeros erros da primeira vez. Os detalhes não são explicados no piloto, mas de alguma forma uma passagem no tempo é aberta (ou descoberta) e o outro lado desse “túnel do tempo” fica 85 milhões de anos no passado. Em uma Terra “jovem”, linda, exuberante e repleta de dinossauros, afinal, eles eram a espécie dominante então. Efeitos nota 10. De cair o queixo.

    Rene Echeverria

    Outra surpresa é a quantidade e qualidade dos furos na trama. Vou tentar evitar ao máximo spoilers, tentando falar apenas o que é conhecimento comum na internet, mas pode ser que eu passe desse limite. Se você for completamente avesso a spoilers, pare de ler aqui.

    No futuro, a “família são quatro”. Explicando melhor, cada família só pode ter dois filhos. E isso foi a primeira coisa que não entendi. Não seria mais sensato ser apenas três, ou somente um filho? Afinal não há mais comida, o ar está praticamente irrespirável e o mundo está literalmente acabando. Outra coisa que me incomodou bastante foi o grupo terrorista que perturba a vida dos colonos do parque dos dinossauros. Dou um desconto aqui por não saber praticamente nada sobre a origem do grupo, mas logo de cara a ideia dos “Sixers” me soou como completamente estapafúrdia. Posso e espero estar errado. Por fim, o que mais gostaria de saber é como os colonos pretendem sobreviver ao cataclismo (meteoro?) que varreu os dinossauros da face de nosso planeta, jogando-o em um longo período glacial. Por tudo que li, a resposta dos produtores para essa pergunta é sempre a mesma: alguma tecnologia do futuro. Não sei quanto a você, mas esse tipo de resposta não desce.

    Críticas à parte, a série tem produção executiva do Spielberg e isso – somente isso – já bastaria para eu querer muito que ela vingue. Tomara que minhas dúvidas e críticas sejam explicadas de forma criativa e satisfatória. Adoraria estar completamente errado e ter uma série de ficção científica de qualidade para ver durante alguns anos.

    Brannon Braga

    Então vamos ao que aconteceu nos quinze minutos restantes de painel depois da exibição do piloto:

    • Echeverria: “Os Sixers são nossos vilões. Eles têm uma agenda diferente da de Taylos (Stephen Lang). Isso é tudo que diremos agora”.
    • Echeverria: “O Kevin criou algumas tecnologias que nunca foram usadas antes”.
    • Blank: “É um desafio criar dinossauros na velocidade que a televisão pede. Estamos aprendendo como fazer com o passar do tempo e acredito que só ficará melhor”.
    • Molina: “É um show sobre dinossauros. Não será algo do tipo que se mostra os dinossauros no piloto e depois fazemos de conta que eles não existem. Eles aparecerão muito e serão muito maus”.
    • Fã pergunta se Taylor não teria também (como os Sixers) outra motivação para estar ali. Lang: “Estamos sugerindo um futuro e um passado cheios de mistérios. Muitas questões para serem respondidas. O Taylor é uma figura enigmática. Isso é intencional, na esperança de criar interesse. O desafio aqui é criar um evento semanal dramático que seja forte o suficiente e se resolva e ao mesmo tempo criar e desenvolver um arco de mitologia”. Molina se referindo a Lang diz: “Como não confiar nesse rosto?”. Quem viu Avatar sabe bem a resposta.
    • Uma fã pergunta quais shows do passado influenciaram a história de Terra Nova. Echeverria: “Meu primeiro emprego como escritor foi em Star Trek: A Nova Geração. Foi onde conheci Brannon (Braga) e isso aqui é uma espécie de reunião profissional para a gente. Esse é um show que Gene Rodenberry teria gostado”. Ele se refere ao criador de Jornada nas Estrelas. Nem preciso dizer que os nerds presentes, incluindo eu aplaudiram a homenagem ao mestre. Braga: “Essa não é somente uma aventura humanista, corajosa e perigosa, mas também é sobre chances para recomeçar, explorando a nova esperança da humanidade e também a bagagem que esta carrega e isso vale também para Jornada nas Estrelas”.

      Jose Molina

    • Fã pergunta para Lang o quão difícil é atuar quando se tem tantos efeitos gerados por computador (CGI) já que ele também fez Avatar. Lang: “Requer foco, imaginação e muita orientação específica do diretor. Ajuda muito quando se tem confiança na capacidade, experiência e criatividade do time de efeitos especiais”.
    • Lang: “Gostaria de aproveitar a chance para dar ar lembranças enviadas pelo Jason O’Mara que não pôde estar aqui e ele está fantástico no piloto. Ele realmente é o líder do elenco e manda um oi para todos e espera vir à muitas Comic-Cons no futuro”.
    • Fã pergunta se veremos mais do futuro. Eu (Eduardo) espero que sim. Echeverria: “Sim, parte da  nossa história se passa lá, conforme as coisas vão piorando e isso cria uma pressão na colônia e no Taylor. Veremos como a agenda dos Sixers se relaciona com o que está acontecendo no futuro. A primeira leva de episódios é sobre a família Shanon e como eles se adaptam a essa nova vida”.
    • Fã diz que em muitos filmes sobre dinossauros, pessoas sobrevivem quando não deveriam e depois pergunta: “Veremos muitas pessoas sendo comidas por dinossauros?”. Lang: “Você deve perguntar ao cara do caminhão”. Ele se refere a uma cena do piloto que um dos Sixers é comido por um dinossauro. Molina: “Algo que vocês podem não ter notado, mas todos os nossos dinossauros são herbívoros, então…não…estou brincando….È claro que gostamos de matar pessoas. Vocês verão muita ação com dinossauros”.]
    • Lang: “Considerando a reação ao cara do caminhão sendo comigo, acho que Fox exigirá que tenhamos um cara comido toda semana”. Todos aplaudem.
    • Fã pergunta onde Terra Nova é filmada. Echeverria: “Queensland, Australia”.

      Kevin Blank

    • Fã: “Veremos mais famílias transferidas para o passado?”. Braga: “Sim, essa é uma migração em andamento. Primeiramente vocês verão um ponto de vista, mas depois vocês verão outros peregrinos vindo ao longo da série”.
    • Última pergunta
    • Fã pergunta sobre a óbvia influência de O Parque dos Dinossauros e se ela era inevitável. Echeverria: “É claro que é difícil seguir os passos dos filmes e ter o Steven Spielberg envolvido exige que a gente faça coisas inovadoras e ele nos apresentou ao seu consultor de paleontologia Jack Warner, que vem trabalhando de perto com o Kevin nos projetos das criaturas. Na segunda parte do piloto, vocês verão alguns dinossauros que estão mais na linha do que a paleontologia moderna pensa. Eles são mais relacionados com pássaros”.
    • A estreia da série será no dia 26 de Setembro (nos EUA). Ass duas partes do piloto serão exibidas juntas.

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    May 23rd, 2011Edu TeixeiraSéries

    A Fox teve uma temporada 2010/11 para esquecer. Das séries estreantes, apenas “Raising Hope” vingou e emplacou uma segunda temporada. O resto foi para o buraco. Das séries canceladas, vou sentir falta apenas de duas: “Running Wilde” uma comédia muito engraçada, mas  díficil para a maioria do público, e “The Chicago Code”, um ótimo drama que merecia melhor sorte. O resto já foi tarde, incluindo algumas veteranas como “Human Target”.

    O que realmente me surpreendeu positivamente foi o voto de confiança da emissora em “Fringe”. A audiência não ajudou, mas a qualidade da série é tão alta que os executivos não tiveram coragem de cancelá-la. Ainda bem. Talvez ao olharem para o passado no qual Arquivo X (“The X Files”), um clássico da ficção científica, durou nove temporadas – nem todas com muita audiência – e rendeu dois filmes para o cinema, tenham percebido que de vez em quando uma série especial merece um tipo de tratamento, digamos, muito mais paciente.

    Os projetos encomendados pela Fox para a próxima temporada são:

    Jorge Garcia

    “Alcatraz” reúne novamente o produtor, diretor e roteirista J.J. Abrams com o ator Jorge Garcia, o querido por todos Hurley de “Lost”.  Além de Garcia, o elenco conta com Parminder Negra (“ER”), Robert Foster (“Heroes”), Sam Neil (“Jurassic Park”) e Sarah Jones (“Sons of Anarchy”). Na trama, Garcia é o maior especialista do mundo no presídio desativado. Ele é chamado para participar da investigação do misterioso reaparecimento de prisioneiros e guardas desaparecidos inexplicavelmente há mais de 30 anos. A série estreia na midseason.

    Allen Gregory” é uma animação de Jonah Hill (“Superbad”). Nela, conheceremos as aventuras de um pretensioso menino de 7 anos, prestes a embarcar na maior aventura de sua vida: deixar a segurança de seu lar, onde era educado para ingressar em uma escola de verdade cheia de crianças.

    Geoff Stutts

    Em “The Finder” – uma série derivada (spinoff) de “Bones” – um oficial com treinamento militar é especialista em localizar qualquer um ou qualquer coisa desaparecida. Geoff Stults (“October Road”) é o protagonista e o vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante por À Espera de um Milagre, Michael Clarke Duncan faz seu parceiro. Estreia na midseason.

     

    Jaime Pressly

    I Hate My Teenage Daughter” conta a história de duas mães que são obrigadas a reconhecer que suas filhas são exatamente iguais às meninas más que tanto as perseguiram no colégio. Essa comédia é estrelada por Jaime Pressly (“My Name is Earl”) e Kate Finneram (“Wonderfalls”). Chad Coleman (“The Wire”) e Kevin Rahm (“Desperate Housewives”) completam o elenco.

    O elenco original do clássico cult Napoleon Dynamite” se reúne para dar vozes a essa adaptação animada, que segue um adolescente, sua família e seus amigos, que levam a vida na região rual de Idaho.

    Zooey Deschanel

    New Girl” é uma comédia sobre uma jovem professora primária com pouquíssima sorte no amor que se muda da casa de seu ex-namorado para uma casa com três grandes bagunceiros. Zooey Deschanel (“500 Days of Summer”), a irmã de Emily Deschanel de “Bones”, lidera o elenco que ainda conta com Damon Wayans Jr. (“Happy Endings”), Max Greenfiled (“Greek”) e outros.

    Terra Nova” é sem sombra de dúvida a mais esperada das novas séries da Fox. Conversando com meu amigo Gustavo Gontijo (@gutogmga), ouvi dele uma observação importante sobre essa série: como fazê-la ser viável economicamente quando os efeitos são caríssimos, e a produção não pode ser tão antecipada como nas das séries feitas para cabo? Nosso ídolo Steven Spielberg, o produtor executivo de “Terra Nova”, terá que tirar um coelho da cartola dessa vez. Quanto à série em si, melhor do um simples resumo é ler o texto completo sobre ela que eu já publiquei aqui no blog. Tem ainda um trailer para você conferir.

    Quando o outono norte-americano chegar a grade da Fox ficará assim:

    SEGUNDA-FEIRA
    8 p.m. “Terra Nova” (nova série)
    9 p.m. “House”

    TERÇA-FEIRA
    8 p.m. “Glee”
    9 p.m. “New Girl (nova série)
    9:30 p.m. “Raising Hope”

    QUARTA-FEIRA
    8-9:30 p.m. “The X-Factor” (novo reality show)
    9:30 p.m. I Hate My Teenage Daughter (nova série)

    QUINTA-FEIRA
    8 p.m. “The X-Factor” (os resultados)
    9 p.m. “Bones”

    SEXTA-FEIRA
    8 p.m. “Kitchen Nightmares”
    9 p.m. “Fringe”

    SÁBADO
    8 p.m. “Cops”
    9 p.m. Reprises/”America’s Most Wanted

    DOMINGO
    7:30 p.m. “The Cleveland Show”
    8 p.m. “The Simpsons”
    8:30 p.m. “Allen Gregory” (nova série)
    9 p.m. “Family Guy”
    9:30 p.m.  “American Dad”

    A Fox foi a única das grandes redes a divulgar também a grade da midseason, que só entra em vigor em 2012.

    SEGUNDA-FEIRA
    8/7p.m. “House”
    9 p.m. “Alcatraz” (nova série)

    TERÇA-FEIRA
    8 p.m. “Glee”
    9 p.m. “New Girl (nova série)
    9:30 p.m. “Raising Hope”

    QUARTA-FEIRA
    8-9:30 p.m. “American Idol”
    9:30 p.m. I Hate My Teenage Daughter (nova série)

    QUINTA-FEIRA
    8 p.m. “American Idol” (os resultados)
    9 p.m. “Finder (nova série) e “Bones” retornando na primavera

    SEXTA-FEIRA
    8 p.m. “Kitchen Nightmares”
    9 p.m. “Fringe”

    SÁBADO
    8 p.m. “Cops”
    9 p.m. Reprises/”America’s Most Wanted

    DOMINGO
    7:30 p.m. “The Cleveland Show”
    8 p.m. “The Simpsons”
    8:30 p.m. “Napoleon Dynamite” (nova série)
    9 p.m. “Family Guy”
    9:30 p.m.  “American Dad”

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    April 29th, 2011Edu TeixeiraSéries

    A Fox liberou o primeiro trailer de “Terra Nova”, a aguardada superprodução de Steven Spielbeg e pelo que vi ela parece uma mistura de Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros com De Volta para o Futuro. Sendo assim, e contando que o dedo podre do produtor e roteirista Brannon Braga não vá atrapalhar, imagino que tenha boas chances de ser um grande sucesso.

    Em 2149 o mundo enfrente uma crise sem solução. A única saída é mandar um grupo de volta no tempo 85 milhões de anos para colonizar novamente o planeta. Lendo assim, parece até fácil. Sem pressão alguma.

    A série é estrelada por Jason O’Mara (“Life On Mars”), Shelly Conn (“How Do You Know”), Landon Liboiron (“Life Unexpected”) e Stephen Lang (“Avatar”).

    Uma pré-estreia de “Terra Nova” estava marcada para Maio, mas foi cancelada e a série estreará no pacotão de Outono. Provavelmente em Setembro. Pelos efeitos especiais do trailer – que são ótimos – com certeza a decisão não foi por deficiência técnica e sim por estratégia.

    E aí? Se animou? Comente!

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    March 16th, 2011Edu TeixeiraSéries

    A Netflix, gigante de vídeo streaming americana, está entrando na briga de foices que é a oferta de séries originais. No que pode ser considerada sua maior aposta em seus 14 anos de existência, a Netflix venceu a disputa com alguns dos maiores canais a cabo, como HBO e AMC, e levou os direitos do drama “House of Cards”, produzido e dirigido por David Fincher (A Rede Social) e produzido e estrelado pelo vencedor de dois Oscars Kevin Spacey (Beleza Americana).

    As negociações ainda estão em andamento, mas o colunista Michael Ausiello, do tvline.com, noticiou que a Netflix levou a melhor ao oferecer um compromisso de duas temporadas ou 26 episódios garantidos. Ênfase minha no garantidos!

    Levando em conta que o custo por episódio de um drama classe A está na faixa de 4 a 6 milhões de dólares, e que o lançamento desse projeto demanda dezenas de milhões de dólares em promoção, o negócio fechado pode representar um investimento total de quase 200 milhões e pode mudar a forma com que o público americano consome séries de TV.

    Desde que o CEO da Liberty Media, dona do canal a cabo Starz, John Malone fez comparações entre a Netflix e a HBO em outubro do ano passado, especialistas da indústria têm especulado se de fato a Netflix – que antes de vender streaming já funcionava como uma locadora de filmes online (via correios) em todo o território americano – realmente iria se aventurar no competitivo mercado de séries originais. A HBO também começou sua história como um canal Premium de filmes e somente depois investiu nas séries originais que hoje são seus principais produtos. Agora é a vez da Netflix seguir seus passos.

    Dado o grande interesse despertado por “House of Cards”, especialistas especularam que o projeto receberia algum tipo de garantia em termos de número de episódios, mas um compromisso inicial tão grande é algo praticamente inexistente nos dias de hoje. Esquecer o processo natural de produção de um piloto e posterior aprovação da série é uma jogada arriscada, como pode atestar a NBC que recentemente tentou essa saída, mas acabou voltando ao feijão com arroz habitual. Tirando “Rome”, que foi co-produzida com a BBC, a HBO sempre apostou no modelo tradicional, encomendando pilotos até mesmo de projetos ambiciosos de gente graúda como “Boardwalk Empire” de Martin Scorcese e Terence Winter e a ainda inédita “Luck” de Michael Mann e David Milch, estrelada por Dustin Hoffman.

    Kevin Spacey

    Já o canal AMC optou por arriscar ir direto para à série com “The Walking Dead”, mas com uma encomenda modesta de apenas 6 episódios na primeira temporada. Risco calculado. A Fox também jogou contra a banca, certamente acreditando no taco de Steven Spielberg, encomendando 13 episódios de “Terra Nova”, o mesmo número de “Rome”, sem sequer ver o piloto. O Starz vem fazendo o mesmo, tendo dispensado pilotos e encomendado séries como “Camelot” (10 episódios) e “Boss” (8).

    Obter os direitos para um projeto tão ambicioso certamente coloca a Netflix no mapa, mas o compromisso de exibir e divulgar uma série original com 26 episódios garantidos, justamente em sua estreia no segmento, será um grande teste para a empresa.

    Esse será o primeiro trabalho de David Fincher como diretor de TV. A princípio ele dirigirá apenas o primeiro episódio, mas servirá como uma volta ao lar para Kevin Spacey, que apareceu com destaque pela primeira vez na série O Homem da Máfia (“Wiseguy”). “House of Cards” – que é baseada no livro de Michael Dobbs, um ex-chefe de gabinete do partido conservador da Inglaterra e em uma série inglesa de mesmo nome – é um drama político situado no final de mandato da Primeira Ministra Margaret Tatcher e acompanha a vida de um jovem político inglês de olho na sucessão.

    A série será escrita por Beau Willimon (“The Ides of March”) e além de Fincher e Spacey, terá também Eric Roth (O Curioso Caso de Benjamin Button), Joshua Donen (Rápida e Mortal) e Dana Brunetti (Quebrando a Banca) como produtores.

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    February 8th, 2011Edu TeixeiraSéries

    Terra Nova” conta as aventuras de uma família comum, que embarca na mais incrível das aventuras ao voltar no tempo para a pré-história, em uma tentativa desesperada de salvar o planeta Terra.

    No ano 2149, o mundo em vivemos está superpopulado e poluído além do ponto de recuperação. Com a maioria da fauna e flora extintas, a fé cega na ciência levou a humanidade ao limite de sua extinção, mas também forneceu sua única esperança de salvação.

    Sabendo que não há forma de reverter os danos ao planeta, um grupo de cientistas consegue abrir uma fenda no contínuo espaço-temporal, criando um portal para o passado, mais especificamente, para a pré-história. Essa passagem os leva a um incrível mundo, que permitirá uma última tentativa de salvar a humanidade, possivelmente mudando o futuro ao corrigir erros do passado.

    A série será centrada na família Shannon, quando eles se juntam ao décimo assentamento de peregrinos em Terra Nova, a primeira colônia de humanos a ter uma segunda chance de civilização. Jim Shannon é um pai devotado com um passado problemático, que conduz sua família em um mundo cheio de beleza, perigos e mistérios. Sua esposa Elizabeth é uma médica cirurgiã ortopédica escolhida – por uma loteria mundial – para se juntar ao time médico do projeto. Os dois têm um casal de filhos. Josh que despedaçado por deixar um amor para trás, fica dividido entre duas figuras paternas (seu pai e o carismático Comandante Frank Taylor) e Maddy, uma adolescente tão independente e aventureira como seus pais.

    Além de céu azul, rios caudalosos, e vegetação abundante, Terra Nova oferece oportunidades de um novo começo para os recém-chegados, mas a família Shannon ao trazer com ela um terrível segredo, pode colocar em risco seu lugar nessa nova sociedade utópica.

    O mundo vibrante e saudável também abriga perigosos dinossauros e outras ameaças pré-históricas, assim como forças externas determinadas a destruir esse novo mundo antes que ele sequer se inicie, mas o maior perigo de todos pode estar dentro dos muros de Terra Nova, onde nem todos os participantes da missão têm a mesma ideia de como salvar a humanidade.

    Ficha Técnica

    Elenco:
    Jason O’Mara
    (“Life On Mars”) – Jim Shannon
    Shelley Conn (Possessão) – Elizabeth Shannon
    Landon Liboiron (“Life Unexpected”) – Josh Shannon
    Naomi Scott (Beijando Jessica Stein) – Maddy Shannon
    Stephan Lang (Avatar) – Frank Taylor
    Chistine Adams (“The Whole Truth”) – Mira
    Byron J. Brochman (“The Pacific”)
    Joel Amos Byrne
    (Presságio) – Nic
    Jason Chong (Sob o Efeito da Água) – Arthur Chang
    Eka Darville (Spartacus: Blood & Sand) – Max
    Aisha Dee (“Dead Gorgeous”) – Tasha
    Allison Miller (17 Outra Vez) – Skye
    Dan Mor (“Underbelly”) – Teo
    Sam Parsonson (“Double Trouble” – Hunter)
    Alana Mansour

    Produção: 20th Century Fox Television, DreamWorks Television, Kapital Entertainment e Chernin Entertainment.
    Produtores Executivos: Steven Spielberg, Peter Chernin (Uma Família da Pesada), Craig Silverstein (“Nikita”), Kelly Marcel, David Fury (“Lost”), Brannon Braga (“Flash Forward”), Aaron Kaplan , Katherine Pope, Justin Falvey (“Las Vegas”) e Darryl Frank (“Las Vegas”).

    Galeria de Fotos (clique nelas para ampliar):

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    February 7th, 2011Edu TeixeiraSéries

    Assista abaixo ao primeiro promo de “Terra Nova“. A série é produzida por Steven Spielberg e tem estreia prevista para Maio de 2011. Amanhã publicarei mais detalhes sobre a série.

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    February 1st, 2011Edu TeixeiraSéries

    O "gênio" Brannon Braga

    Brannon Braga, roteirista e ex-produtor de Jornada nas Estrelas, expressou arrependimento pelo fato de nenhuma das instâncias da franquia jamais ter incluído em suas estórias, um personagem assumidamente gay. Fico perplexo com tamanha cara de pau. Não faltaram oportunidades para ele corrigir esse “defeito”, já que esteve envolvido em, nada menos do que, 3 séries da franquia. É muita vontade de aparecer, de ser politicamente correto e liberal em tempos que ser liberal está na moda.

    Braga, na melhor das hipóteses, pode ser considerado um tremendo pé-frio. Na pior, um grande incompetente. Sua fama é algo que sempre me intrigou, senão vejamos. Seu primeiro trabalho digno de nota foi como co-produtor da ótima Jornada nas Estrelas: A Nova Geração. Entrou no fim da festa, quando a série ia para sua temporada final. Logo, não pode levar crédito pelo sucesso da mesma. Depois, foi um dos principais responsáveis pelas esquecíveis Jornada nas Estrelas: Voyager e Jornada nas Estrelas: Enterprise, consideradas pelos fãs, as duas piores séries da franquia. Enterprise durou apenas 3 temporadas, um recorde negativo para os filhotes da série clássica.

    Depois de ajudar consideravelmente a depreciar o valor de Jornada nas Estrelas e a colocar a franquia na geladeira, Braga se aventurou em outros projetos. Criou e produziu “Threshold”. A série fracassou após somente 13 episódios irem ao ar. Tentou repetir o pulo do gato da “Nova Geração” e embarcou na equipe do sucesso “24”. Foi co-produtor executivo na penúltima temporada e assumiu o comando como produtor executivo na última. Ênfase em última temporada. Mais uma série de sucesso que ele ajudou a cancelar. Depois veio “Flash Forward”, uma boa série que poderia ser sua redenção, mas um meio de temporada confuso e um hiato longo demais atrapalharam e a série acabou cancelada. Coincidência? Acho difícil.

    Fiquei super ansioso quando soube que Steven Spielberg voltaria com força total à televisão, produzindo “Terra Nova”. O balde de água fria veio em seguida: Brannon Braga estava no projeto e será seu showrunner. Agora só um milagre salva “Terra Nova”. E pelo histórico do sujeito, tem que ser dos grandes.

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    July 16th, 2010Edu TeixeiraComic-Con, Preparação

    Infelizmente o painel da nova série TERRA NOVA , produzida por Steven Spielberg, foi cancelado. Para compensar, um painel da Sony com três filmes  foi confirmado e os participantes anunciados. Os filmes são The Other Guy com Will Ferrell, Mark Wahlberg e Eva Mendes, Green Hornet (Besouro Verde) com Seth Rogen e Priest 3D com Paul Bettany, Karl Urban, Maggie Q e Stephen Moyer. Clique no link ao lado para a programação atualizada: Programacao Comic-Con 2010 – CineSeries .

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