Comic-Con San Diego, Séries de TV e Cinema A cobertura da Comic-Con feita por um brasileiro para brasileiros e muito mais!
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    August 10th, 2011Edu TeixeiraComic-Con, Séries

    William H. Macy estava impagável

    O painel “Showtime: Tired of Ordinary Television?” (“Showtime: Está Cansado de Televisão Comum?”) foi dividido em três partes. Ele foi iniciado com a série “Shameless”, uma das melhores estreias da temporada passada. A série – que conta as peripécias da família liderada pelo alcoólatra Frank Galagher (William H. Macy) – volta para a 2ª temporada no próximo Outono norte-americano. Enquanto isso, os presentes no Ballroom 20 no primeiro dia da Comic-Con 2011 puderam curtir um sneak peek do que está por vir e saber mais dos bastidores da temporada incial.

    Na mesa do painel estavam os atores Emmy Rossum (Fiona Gallagher), William H. Macy (Frank Gallagher) e Justin Chatwin (Steve), além do Produtor e Showrunner  John Wells. A moderação dessa parte do painel do Showtime ficou por conta de Mike Schneider da TV Guide Magazine.

    A seguir, um resumo do que rolou nessa parte do painel:

    • Não sei se foi de propósito, mas o William H. Macy parece caracterizado de Frank Galagher. Só falta estar bêbado.
    • Um vídeo resumo da primeira temporada é exibido nos telões. “Frank desconta cheques de benefício da previdência mais rápido que uma bala”.
    • Sneider: “Então, como você se preparou para ser um bêbado babaca?”. Macy: “Frank é um grande cara, é esperto, trabalhador, bonitão e sexy”. Pensando bem, Macy deve estar bêbado…. J
    • Rossum: “Fiona é uma personagem ótima. Ela é filha, irmã, amante e ainda distribuem sopapos”.
    • Wells: “Eu cresci ao redor de várias pessoas parecidas com os Galaghers e existe muito preconceito. Que eles não são inteligentes, que não assistem programas de TV inteligentes. Muitas vezes esse não é o caso”.

      Emmy Rossum estava linda

    • Wells brinca que Justin Chatwin nem era para estar aqui, já que “oficialmente” ele saiu da série: “Justin, você saiu da série no final da temporada passada. O que está acontecendo?”  Chatwin: “Recebemos os roteiros em cima da hora. Eles já estão filmando o segundo episódio agora e eu ainda não vi meu nome…”.
    • Rossum: “Fiona está completamente apaixonada por Steve, mas não haverá somente um cara para preencher a lacuna quando ele vai embora. Então, tem o James Wolk e outros meninos”. James Wolk (“Lonestar”) assinou para participar de alguns episódios na segunda temporada.
    • Macy: “Como minha mulher diz, o único jeito de se esquecer alguém, é ficar de baixo de alguém”. Em inglês faz mais sentido, mas acho que deu para passar a ideia.
    • Wells: “Começamos a tentar fazer “Shameless” nos EUA há 8 anos. Na primeira temporada, mais ou menos metade dos episódios são baseados na série inglesa. Na verdade já fizemos tantos episódios quanto a série original em duas temporadas. Ela está ganhando vida própria com base no elenco”.
    • Wells: “Nós filmamos em Chicago em Janeiro (Inverno), e então, depois de duas semanas, decidimos filmar a 2ª temporada entre Agosto e Outubro (Verão/Outono). Isso irá mudar muito o clima do show”.
    • Wells: “Amy Smart estará de volta e quem aí não gostaria de beijar a Emmy Rossum?”. Depois de muita gente gritar sim, Chatwin diz que ela está hospedada na suite 1403 do Hilton Bayfront San Diego. Susto geral e o moderador avisa que dessa vez Chatwin realmente deve ser demitido. Boa.

      Justin Chatwin

    • Moderador: “Qual a sua reação típica ao ler um dos roteiros?”. Macy: “É uma loucura. Um dos roteiristas fala algo doido e pornográfico e todos rimos. Aí paramos para pensar e aquilo realmente acaba indo para o roteiro”.
    • Wells: “E todos nós recebemos e-mails dizendo ‘isso já aconteceu comigo’. É um jeito muito legal de fazer um show”.
    • Wells: Já tive muitas conversas em família no banheiro. Eles não entendem bem o conceito de porta fechada. Eu acho que existem 3 lugares onde discussões realmente acontecem: No banheiro, na cosinha e na cama, o que as vezes é estranho”.
    • Moderador: “Veremos mais sobre o caminho que Lip e Ian tomarão”?
    • “Lip e Ian passarão boa parte da 2ª temporada decidindo o que farão de suas vidas. Um é genial, mas não usa seu potencial e o outro é gay.
    • Wells: “Lip pensa que não precisa ir a lugar algum, pois todos os seus amigos estão ali mesmo. ‘Por que devo usar minha inteligência? ’. Ian quer desesperadamente ir embora, mas não tem habilidades como o irmão”.
    • Nas filmagens do piloto, o diretor fez com que os atores realmente morassem juntos na casa. Eles até jogaram minigolfe juntos. Tudo para criar uma dinâmica legal entre os personagens.
    • Justin Chatwin adorou a cena que Lip faz xixi na cabeça do pai (Frank) Ele achou poético. Definição interessante. 🙂
    • O elenco é encorajado a trazer ideias para suas histórias. Emmy Rossum se declara a William H. Macy Ela conta uma cena que ele inventou. Ela se passa no nascimento da Fiona, ao qual ele vai bêbado. Ele entra na sala de parto e beija carinhosamente a filha e aí percebe que está na sala errada, beijando a criança errada. Todo mundo riu muito no Ballroom 20 nessa hora.

      John Wells

    • Moderador pergunta sobre as cenas de nudez. Rossum: “Estou muito cansada da polêmica sobre nudez. É estúpido. Ela não revela quem você é por dentro, mas as pessoas ainda se incomodam com isso”. Moderador: “Na verdade eu estava me referindo ao bum-bum do William H. Macy”. Macy: “Ah sim, eu não gostei nada disso”.
    • Como é trabalhar com o bebê? Rossum: “Você sabe que são dois? É terrível”.
    • Wells: “Bem, eles são ótimos, mas não sabem que estão na TV. Outro dia ficaram gritando por 5 horas. É exatamente como ter filhos de verdade lá”.
    • Chawin: “Eles já me socaram a cabeças umas 5 vezes”.
    • Para terminar, William H. Macy abre o coração: “Eu estou apaixonado por esse trabalho. É o melhor personagem que eu já tive”.
    • E é isso. Fim de painel.

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    February 27th, 2011Edu TeixeiraSéries

    Shameless” é sem a menor sombra de dúvida uma das melhores estreias da temporada 2010/11 e seu sucesso de crítica e público tem muito a ver com Emmy Rossum. A jovem atriz nascida em Manhattan, Nova York rouba cada cena que participa e em minha opinião é nome certo nas indicações dos próximos prêmios Emmy e Globo de Ouro.

    Assista a entrevista que Emmy Rossum deu ao programa “Attack of the Show” da G4TV. O apresentador Kevin Pereira conversa com ela sobre seu papel na série do Showtime, sobre a família disfuncional que ela ajuda a manter unida e muito mais.

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    January 21st, 2011Edu TeixeiraSéries

    Para começo de conversa, acho injusto comparar versões da mesma série produzidas em países diferentes. Explico. Diante da crescente tendência de adaptar séries estrangeiras, principalmente inglesas, para o mercado norte-americano, tenho lido duras críticas às versões feitas nos Estados Unidos, invariavelmente as comparando com os originais. Acho isso uma covardia.

    O enredo pode ser o mesmo, mas não é  a mesma série. E o mercado alvo é completamente diferente. Se fossem, seria muito mais barato e fácil exibir a verão original.

    Fazendo uma analogia, os Estados Unidos é o país das séries assim como o Brasil é o país das novelas. Digamos que Portugal, notório consumidor de nossas novelas, produzisse uma ótima novela, sucesso de crítica e público. Você acha que a TV Globo simplesmente compraria a novela lá para exibi-!a aqui? Já fazer uma versão nacional, com atores falando português brasileiro, seria algo perfeitamente viável. Para os americanos, séries inglesas funcionam da mesma forma.

    Fiz essa longa introdução por que semana passada, quando escrevi sobre o ótimo piloto de “Shameless” (SHO), não me dei conta que ainda teria outras adaptações de séries britânicas para avaliar nessa mideseason. Nessa semana, por exemplo, estrearam outras duas séries do gênero: “Being Human” (SyFy) e “Skins” (MTV). Dessas, já vi o piloto da primeira e nunca assisti sequer um episódio da série original. Nem na TV brasileira. Aliás, por princípios, não assisto séries inglesas, e com isso, posso avaliar as adaptações ianques com total imparcialidade. Sem qualquer contaminação.

    Vou te contar uma coisa, essa modinha de vampiros, e em menor escala de lobisomens e outros monstros clássicos, já está chata e repetitiva. Sou tradicional quando o assunto são monstros que me assombravam na infância e vampiros que não são incinerados pelo sol é algo de difícil digestão para mim. Lobisomens que se transformam quando dá na telha e têm plena consciência de seus atos enquanto transformados também. Nesse quesito, “Being Human” tira nota 5. O vampiro é moderninho. É imune ao sol. Já o lobisomem é das antigas. Transforma-se involuntariamente nas luas cheias e perde a consciência quando o faz.

    Peraí. Me dei conta que nem expliquei o tema da série. “Being Human” conta a estória de dois amigos. Um precisa beber sangue para se alimentar e o outro precisa tomar vacina anti-rábica de vez em quando. Eles trabalham como enfermeiros em um hospital e tentam levar uma vida normal. Para facilitar essa tentativa, resolvem dividir uma casa. A ideia é simples. Um ajuda o outro a proteger seu segredo. As coisas se complicam um pouco quando os dois percebem que a casa alugada é assombrada pelo fantasma de uma jovem ex- moradora do local. Para a surpresa da fantasminha, os dois monstros são os únicos que a escutam e vêem.

    Como de hábito, vou evitar spoilers do piloto. O que posso dizer é que tirando o problema do vampiro à la Crepúsculo, a série é mais um acerto nesse bom pacote de estreias de meio de temporada. Um cliffhanger legal no fim do piloto me fará ver, pelo menos, o segundo episódio.

    O único rosto realmente conhecido no elenco é o do Jacob/Lúcifer…quero dizer, o de Mark Pellegrino (“Lost” e “Supernatural”). Ele é o vampiro Bishop, aparentemente o líder dos sugadores de sangue.

    Das séries de monstros sobrenaturais (então “Dexter” não conta), vejo regularmente apenas “Supernatural“. Tenho “True Blood” toda baixada, mas não passei da primeira temporada, o que mostra que esse tipo de série não é exatamente a minha praia, Mesmo assim, no caso de “Being Human“, o bom início pode me fazer ver além do episódio 2.

    Se você quiser conferir o piloto, pode baixá-lo via BitTorrent clicando aqui. Depois comente.

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    January 15th, 2011Edu TeixeiraSéries

    Os Gallaghers: pobres, mas felizes

    Shameless” (SHO) é mais uma adaptação para o mercado Americano de uma série inglesa. Nunca assisti a versão da terra da Rainha, mas imagino que com 8 temporadas no currículo, ruim não deva ser. Pelo que vi, a versão ianque deverá obter o mesmo sucesso, senão maior. Gostei demais do piloto que, como de hábito nos canais a cabo americanos, é muito mais ousado que os co-irmãos da tv aberta.

    Os nomes mais famosos do elenco são o de William H. Macy (“Fargo”), um ator ótimo e conhecido coadjuvante e Joan Cusack (Escola de Rock). Ela faz uma ponta no piloto e ele aparece pouco, mas é o responsável pelos momentos mais engraçados dessa “dramédia”. Quem rouba a cena, sem dó nem piedade, é a jovem atriz Emmy Rossum (O Dia Depois de Amanhã ) que faz Fiona, a filha mais velha de clã. Chamo de clã por que o termo família pode parecer impreciso ao descrever uma casa com nada menos que 6 filhos.

    Shameless” pega pesado com alguns tabus norte-americanos, ao contar a estória de uma família white trash (pobres brancos). Sexo, homossexualismo, alcoolismo, vagabundagem, pequenos roubos, adultério e irresponsabilidade são alguns dos elementos com os quais a família Gallagher convive diariamente. E , acredite se quiser, poucas famílias na história da TV me pareceram, à primeira vista, funcionar tão bem como esta. Como bem disse meu amigo Gustavo Gontijo, os Gallaghers são a versão bizarra  dos Waltons (…boa noite John-Boy, boa noite Mary Ellen, ….).

    O sem vergonha do título tem um duplo sentido intencional.  O pai é um vagabundo sem vergonha e alcoólatra, que recebe uma pensão fraudada e acorda todo santo dia no chão da sala. E daí? Os filhos não dependem e não contam com sua ajuda e não têm vergonha disso. Ancorados pela responsabilidade e força de vontade da primogênita, eles se viram. Trabalham, alguns em mais de um emprego, estudam, fazem vaquinha para pagar as contas e ainda cuidam do pai. Um deles ainda não pode contribuir em nada. O caçula Liam ainda é muito pequeno para ajudar nas despesas. Por ser digamos, um “pouco” mais moreno que o resto da casa, certamente não é irmão cosanguíneo dos outros 5. Mesmo sendo fruto de uma relação extraconjugal da mãe, que morreu ou sumiu na vida, ele é cuidado com amor a carinho pelos meio-irmãos e pelo padrasto.

    Se você ainda não viu o piloto de “Shameless”, recomendo fortemente que o faça. Querendo, clique aqui para baixá-lo via BitTorrent. Depois, não deixe de comentar.

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    October 25th, 2010Edu TeixeiraSéries

    “Shameless” é versão yankee de uma famosa e fartamente premiada série inglesa. Na série produzida por Paul Abbott and  John Wells (E.R.), William H. Macy (Seabiscuit) faz o patriarca alcóolatra de uma família da classe trabalhadora de Chicago e Emmy Rossum ( O Dia Depois de Amanhã) é sua filha mais velha que  faz de tudo para manter a família unida.

    “Shameless” estreia em 9 de Janeiro de 2011 nos Estados Unidos. Confira o promo da série abaixo.

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