Comic-Con San Diego, Séries de TV e Cinema A cobertura da Comic-Con feita por um brasileiro para brasileiros e muito mais!
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    February 15th, 2011Edu TeixeiraSéries

    O canal AMC não produz muitas séries, mas quando o faz, sai de baixo. O histórico de sucessos de público e crítica é tão impressionante, que ascendeu a luz de alerta nos gabinetes dos executivos da gigante HBO.

    Quando a AMC anuncia uma série nova, é sinal que vem chumbo grosso. “Mad Men”, “The Walking Dead” e “Breaking Bad” colecionam fãs e prêmios. O único revés da emissora teve um gosto agridoce. “Rubicon” foi cancelada depois de apenas uma temporada, mas era uma série simplesmente maravilhosa. Uma pena que o público americano não tenha dado uma chance a ela.

    Em abril a AMC nos trará “The Killing”, uma série que, a julgar pela premissa e pelo material de divulgação que tive acesso, será mais uma produção de qualidade do canal. Se terá sucesso, é algo que só o tempo dirá.

    Baseada em “Formrydelsen”, um seriado dinamarquêsa de grande sucesso, “The Killing” tem três diferentes tramas que cercam um único assassinato Elas incluem o detetive encarregado da investigação e seus suspeitos, a enlutada família da vítima e políticos locais envolvidos no caso. No desenvolvimento de “The Killing”, fica claro que não existem acidentes, que todos têm segredos e que quando os personagens pensam ter prosseguido em frente com suas vidas, o passado continua a assombrá-los.

    Alguém mais lembrou de “Twin Peaks“? Mas a série tem semelhança com outra mais recente: “24“. Ao invés de cada episódio representar uma hora em tempo real, cada um deles representa um dia inteiro para os personagens da série.

    Filmado em Vancouver, Canada, a série terá um elenco que mistura atores novatos e nomes bem conhecidos. Mireille Enos (“Big Love”) fará Sarah Linden, a detetive que lidera a investigação sobre a morte de Rosie Larsen; Billy Campbell (“The 4400” e “Once and Again”) será Darren Richmond, um influente político local em plena campanha eleitoral para a prefeitura; Joel Kinnaman (“Snabba Cash) viverá Stephen Holder, um ex-policial da divisão de narcóticos que se junta à divisão de homicídios para ajudar a achar o assassino de Rosie; Michelle Forbes (Jornada nas Estrelas: A Nova Geração) faz o papel de Mitch, a mãe da vítima e Brent Sexton (“W.” e “In the Valley of Elah”) será o pai de Rosie, Stan.

    Com produção de Mikkel Bondesen (“Burn Notice”), “The Killing” estreará, nos Estados Unidos, com um episódio de duas horas em 3 de Abril de 2011.

    Assista abaixo a alguns clipes promocionais da série e veja algumas fotos de divulgação:

    Anúncio de TV

    Trailer

    Sobre a série

    Galeria (clique nas fotos para ampliá-las)

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    January 1st, 2011Edu TeixeiraSéries

    Todo ano é a mesma coisa e mesmo assim sofremos. Pensando de forma lógica,  é necessário que  algumas séries terminem ou sejam canceladas para que novas surjam. Melhores, esperamos. O problema é que alguns cancelamentos machucam demais. No meu caso, e acredito para muitos de vocês também, vem uma sensação de tempo perdido muito grande. Investi horas e horas em uma série e sequer conhecerei o final da trama. Infelizmente, é muito comum que séries sejam canceladas mesmo após um cliffhanger sensacional. E nunca mais ficamos sabendo o que aconteceu depois.

    Em 2010, me despedi de algumas séries queridas de formas bem distintas. “Lost” se foi e deixou saudades, muitas saudades, mas deixou também uma sensação de dever cumprido. Sei que muita gente não gostou do final, mas eu gostei muito. Acho absurda a ideia de que era necessário explicar todos os mistérios da série. Pensem na vida. Temos respostas para tudo? Então como podemos querer saber tudo sobre tudo e todos naquela ilha fantástica? “Lost” valeu pela viagem.

    Já o cancelamento de “Rubicon” me deixou triste demais. A série era provavelmente a mais realista série na TV. E não me venham falar dos abomináveis reality shows. Quero que morram todos. Quando vi o piloto de “Rubicon” soube de imediato que era uma série de qualidade, porém muito difícil de gostar de cara. Como diz uma expressão em inglês, ela cresce em você (grow on you). Cresce de forma contínua e quando percebemos, ela já é uma das nossas favoritas. Quando digo que a série era realista, me refiro ao fato de que a trama era 100% verossímil. Uma agência governamental de inteligência, sem grandes aparatos tecnológicos, mas com pessoas muito, muito inteligentes sentadas em volta de uma mesa pensando, analisando cenários, discutindo teorias, tendo na grande maioria das vezes apenas fotos, vídeos e gravações de grampos. E no fim das contas, dentro da própria agência, um traidor usa seus conhecimentos para obter enormes ganhos financeiros ao custo da perda de muitas vidas inocentes. Pode acontecer a qualquer momento. Não pode?

    Inteligência acima de aparatos tecnológicos

    O cancelamento de “Rubicon”, ou melhor, dizendo, a sua não renovação para uma segunda temporada foi especialmente decepcionante, não porque a série terminou sem final. Embora não completamente fechado, deu até para entender o fim de temporada, como o fim da série. O que mais me decepcionou na história foi a falta de paciência da AMC com a série. Logo um canal a cabo, que teoricamente, deveria ter mais lateralidade. Sua audiência era muito inferior ao grande hit do canal, a super premiada “Mad Men”, e também não chegava perto da muito elogiada “Breaking Bad”. Já o sucesso estrondoso (para os padrões a cabo) de “The Walkind Dead” ajudou a evidenciar que mais gente deveria estar assistindo “Rubicon”. Sei perfeitamente que televisão é um negócio como outro qualquer, mas com três de suas quatro séries originais, tendo tanto sucesso de público e crítica, não seria razoável ter um showzinho funcionando no vermelho? Em respeito ao seu fiel público e a qualidade inegável do programa. Em marketing, esses produtos de qualidade, mas nem sempre lucrativos são chamados de “animais de estimação”.

    Há duas semanas, sofri outro duro golpe. Comecei a ver “Stargate: Universe” com algum atraso. A série já estava no break da segunda temporada, quando assisti ao piloto. Assisti aos vinte episódios da temporada de estreia em menos de um mês e fiquei fã da série mais sombria e densa da franquia Stargate. Quando começava a assistir a primeira metade da segunda temporada, veio a facada. A série não seria renovada. Como consolo, o final da segunda temporada será exibido em 2011. E isso lá é consolo? Os episódios já estão filmados e prontos, logo, não foram pensados como um fim de série. Os produtores seguem explorando outras formas de tentar trazer a série de volta dos mortos, mas fora um improvável cross-over com “The Walking Dead”, é realmente muito difícil que tenham sucesso.

    Eu tenho outros motivos para assistir SGU, mas...

    O que me deixa mais desapontado é que a série é exibida por um canal de nicho, o SyFy, e canais de nicho precisam ter plena consciência do que realmente são. Aparentemente, o SyFy não tem essa ideia bem sedimentada. O CW, por exemplo, tem. Mesmo concorrendo com as grandes redes de TV aberta, o canal sabe que tem um público próprio e fiel. Sabe que uma audiência de dois milhões – uma catástrofe para as redes gigantes – é um bom número para o nicho que o canal ocupa. E a vida segue e séries como “Supernatural”, “Smallville” e outras acumulam temporadas de sucesso para a emissora. Tirando isso, a morte de SGU começou a se desenhar com duas decisões da própria emissora: tirar a série do verão, levando-a para o concorrido outono, e mudar o dia de exibição, trocando as tranquilas sextas-feiras pela concorridas terças. SGU foi forçada a competir com “Glee” (FOX) e NCIS: Los Angeles (CBS) e nem preciso dizer que levou mais porrada que saco de areia em academia de boxe. Um forte indicativo de que as mudanças foram cruciais para a queda de audiência, é o resultado da medição posterior ao dia de exibição. Quando computada a audiência de quem grava a série ou a baixa legalmente para ver depois, o total sobe em nada menos que 78%. Ou seja, a audiência quase dobra. Os telespectadores estão lá, são fiéis e safos, tecnologicamente falando. Logo, assistem outras séries ao vivo e guardam SGU para depois. Nada mais natural.

    Os cancelamentos de “Caprica” (anunciado anteriormente) e “SGU” pelo SyFy deixaram claro que 2010 não foi o ano do canal. As duas séries tinham seguidores suficientes para justificar suas renovações, dado o nicho que o canal ocupa. Faltou inteligência e paciência. Ambas as decisões foram murros no queixo do gênero ficção científica como um todo, desferidos por quem se menos esperava, e olha que SyFy terá algumas estreias bastante interessantes em 2011, com destaque para “Being Human”, “Alphas” e “Battlestar Galactica: Blood & Chrome”, assim como “Caprica”, um prequel de “Battlestar Galactica”.

    As questões que ficam são: como continuar confiando no SyFy depois dessas decisões recentes? Vale a pena investir nosso precioso tempo nas séries do canal? Se as decisões desse ano forem levadas em conta, 2011 também não será um bom ano para o canal que um dia já foi o refúgio seguro para os fãs de ficção científica.

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    September 13th, 2010Edu TeixeiraSéries

    Nem toda conspiração é uma teoria

    Ela não estreou na Fall Season, mas pode ser considerada nova série assim mesmo. O piloto de Rubicon (ACM) foi exibido em junho, e o restante da série só começou a ser exibido em agosto. Demorei algum tempo para ver esse piloto, que pela sinopse me pareceu promissor.

    James Badge Dale (24) vive Will Travers, analista de inteligência do governo americano que perdeu mulher e filha no atentado terrorista de 11/09. A vida de Travers leva outro forte solavanco quando seu chefe, mentor e sogro é dado como morto em uma violente colisão de trens. E isso, apenas um dia depois de Travers mostrar-lhe uma intrigante descoberta feita por acaso: códigos secretos sendo transmitidos através de palavras cruzadas de jornais.

    Como de hábito evitarei spoilers. Em séries que focam em conspirações como Rubicon, nem tudo é o que parece e isso é ótimo. Faz nosso cérebro trabalhar. Gostei do piloto, em especial do clima sombrio e tenso que a trilha sonora proporciona. A abertura é outro ponto alto. A melhor da TV na atualidade. Espero que a série vingue e o fato dela ser do canal a cabo AMC me enche de esperanças.

    Para baixar o piloto via BitTorrent clique aqui. Recomendo no entanto, que você veja mais que o piloto. É uma série que deve crescer.

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