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    January 4th, 2012Edu TeixeiraSéries

    Steven Van Zandt

    E o Netflix segue firme no propósito de investir em séries originais. Depois de anunciar no ano passado a produção de “House of Cards”, drama criado e dirigido por David Fincher (A Rede Social) e estrelado por Kevin Spacey (Beleza Americana), chegou a vez de “Lilyhammer”, um drama sobre a máfia criado e estrelado pelo ator e guitarrista Steven Van Zandt (“The Sopranos”).

    O gigante de alugueis de DVD e streaming vai exibir os oito episódios da temporada de estreia da série do guitarrista da banda de Bruce Springsteen a partir de 6 de Fevereiro de 2012. Nela Van Zandt é Frank “The Fixer” Tagliano, um ex-mafioso de Nova York que entra no serviço federal de proteção a testemunhas após testemunhar contra seu chefe. Ele escolhe se mudar para Lillehammer, a cidade norueguesa que foi sede das Olímpiadas de Inverno de 1994.

    Na cidade, que ele insiste em chamar de “Lilyhammer”, Frank tenta começar vida nova tirando proveito das qualidades que a transmissão do evento esportivo deixou em sua mente: “ar puro, neve fresca e branca e lindas mulheres”. E o fato de estar do outro lado do Atlântico que seus perseguidores também ajuda muito na decisão.

    Embora tenha sido anunciada como um drama, o trailer abaixo mostra que a série terá também uma boa dose de humor.

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    March 16th, 2011Edu TeixeiraSéries

    A Netflix, gigante de vídeo streaming americana, está entrando na briga de foices que é a oferta de séries originais. No que pode ser considerada sua maior aposta em seus 14 anos de existência, a Netflix venceu a disputa com alguns dos maiores canais a cabo, como HBO e AMC, e levou os direitos do drama “House of Cards”, produzido e dirigido por David Fincher (A Rede Social) e produzido e estrelado pelo vencedor de dois Oscars Kevin Spacey (Beleza Americana).

    As negociações ainda estão em andamento, mas o colunista Michael Ausiello, do tvline.com, noticiou que a Netflix levou a melhor ao oferecer um compromisso de duas temporadas ou 26 episódios garantidos. Ênfase minha no garantidos!

    Levando em conta que o custo por episódio de um drama classe A está na faixa de 4 a 6 milhões de dólares, e que o lançamento desse projeto demanda dezenas de milhões de dólares em promoção, o negócio fechado pode representar um investimento total de quase 200 milhões e pode mudar a forma com que o público americano consome séries de TV.

    Desde que o CEO da Liberty Media, dona do canal a cabo Starz, John Malone fez comparações entre a Netflix e a HBO em outubro do ano passado, especialistas da indústria têm especulado se de fato a Netflix – que antes de vender streaming já funcionava como uma locadora de filmes online (via correios) em todo o território americano – realmente iria se aventurar no competitivo mercado de séries originais. A HBO também começou sua história como um canal Premium de filmes e somente depois investiu nas séries originais que hoje são seus principais produtos. Agora é a vez da Netflix seguir seus passos.

    Dado o grande interesse despertado por “House of Cards”, especialistas especularam que o projeto receberia algum tipo de garantia em termos de número de episódios, mas um compromisso inicial tão grande é algo praticamente inexistente nos dias de hoje. Esquecer o processo natural de produção de um piloto e posterior aprovação da série é uma jogada arriscada, como pode atestar a NBC que recentemente tentou essa saída, mas acabou voltando ao feijão com arroz habitual. Tirando “Rome”, que foi co-produzida com a BBC, a HBO sempre apostou no modelo tradicional, encomendando pilotos até mesmo de projetos ambiciosos de gente graúda como “Boardwalk Empire” de Martin Scorcese e Terence Winter e a ainda inédita “Luck” de Michael Mann e David Milch, estrelada por Dustin Hoffman.

    Kevin Spacey

    Já o canal AMC optou por arriscar ir direto para à série com “The Walking Dead”, mas com uma encomenda modesta de apenas 6 episódios na primeira temporada. Risco calculado. A Fox também jogou contra a banca, certamente acreditando no taco de Steven Spielberg, encomendando 13 episódios de “Terra Nova”, o mesmo número de “Rome”, sem sequer ver o piloto. O Starz vem fazendo o mesmo, tendo dispensado pilotos e encomendado séries como “Camelot” (10 episódios) e “Boss” (8).

    Obter os direitos para um projeto tão ambicioso certamente coloca a Netflix no mapa, mas o compromisso de exibir e divulgar uma série original com 26 episódios garantidos, justamente em sua estreia no segmento, será um grande teste para a empresa.

    Esse será o primeiro trabalho de David Fincher como diretor de TV. A princípio ele dirigirá apenas o primeiro episódio, mas servirá como uma volta ao lar para Kevin Spacey, que apareceu com destaque pela primeira vez na série O Homem da Máfia (“Wiseguy”). “House of Cards” – que é baseada no livro de Michael Dobbs, um ex-chefe de gabinete do partido conservador da Inglaterra e em uma série inglesa de mesmo nome – é um drama político situado no final de mandato da Primeira Ministra Margaret Tatcher e acompanha a vida de um jovem político inglês de olho na sucessão.

    A série será escrita por Beau Willimon (“The Ides of March”) e além de Fincher e Spacey, terá também Eric Roth (O Curioso Caso de Benjamin Button), Joshua Donen (Rápida e Mortal) e Dana Brunetti (Quebrando a Banca) como produtores.

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