Comic-Con San Diego, Séries de TV e Cinema A cobertura da Comic-Con feita por um brasileiro para brasileiros e muito mais!
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    August 18th, 2010Edu TeixeiraComic-Con, Filmes

    Em complemento ao post sobre o painel de “Sucker Punch” na Comic-Con 2010, assistam aos videos abaixo, que contam com as participações do diretor Zack Snyder (300/Watchmen) e das atrizes Carla Gugino (Gangster Americano), Jamie Chung (Dragon Ball: Evolution), Vanessa Hudgens a(High School Musical), Jena Malone (Na Natureza Selvagem), e Emily Browning (O Mistério das Duas Irmãs).

    Parte 1 de 4

    Parte 2 de 4

    Parte 3 de 4

    Parte 4 de 4

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    August 15th, 2010Edu TeixeiraComic-Con, Séries

    Com muito atraso, mas certo de que antes muito tarde do que nunca, segue meu texto sobre o painel “Women Who Kick Ass” ou Mulheres que Chutam Traseiros, patrocinado pela “Entertainment Weekly”.

    Há bem pouco tempo, cinema e televisão raramente confiavam em mulheres para papéis de destaque em filmes de ação. Como protagonista então, era mais difícil ainda. Ainda bem que o cenário mudou e Angelina Jolie tem muito a ver com isso. Com filmes como Lara Croft: Tomb Raider , O Procurado e Sr. e Sra. Smith, a filha de Jon Voight pavimentou o caminho e outras seguiram.  Do recém lançado “Salt”, com a própria Angelina, a outros filmes já em produção, passando por séries de TV, as mulheres estão cada vez mais assumindo o controle e “chutando traseiros” como nunca antes.

    Inspirada por esse cenário auspicioso, a revista “Enterteinment Weekly” patrocinou o painel “Women Who Kick Ass” na tarde de 24 de julho, na Comic-Con 2010. Para deleite do público presente no salão de festas 20, a moderadora Nicole Sperling da EW recebeu as talentosas beldades Jena Malone (“Sucker Punch”), Anna Torv (Fringe), Elizabeth Mitchell (V e Lost), Ellen Wong (“Scott Pilgrim vs. the World“), e Mary Elizabeth Winstead (“Scott Pilgrim vs. the World“) para uma hora de discussão sobre a nova onda de heroínas de ação em Hollywood.

    Jena Malone revelou que nunca passou em nenhum teste físico, até ser escolhida para o incrivelmente físico papel de Rocket no novo filme de Zack Snyder (Watchmen) “Sucker Punch”. “E se eu não aguentasse o tranco? E se meu coração não suportasse correr na velocidade necessária?”, brincou Malone reconhecendo que passou por um programa rígido de condicionamento após conseguir o papel. Treinamentos com marinheiros americanos de elite, em artes marciais, e com especialistas em armas fizeram parte da preparação.  Na opinião dela, seu maior feito nas filmagens, no entanto, foi levantar mais de 150 kg como uma atleta olímpica. Jena Malone parecia séria ao dizer que “levantamento de pesos é como uma droga e eu me viciei”. As outras participantes encararam a atriz de aparência frágil com olhares de completo espanto.

    Elizabeth Mitchell, Anna Torv e Jena Malone

    Todas as atrizes do painel concordaram na importância em rodar cenas de ação sem a ajuda de dublês. Bem, pelo menos algumas delas. Mary Elizabeth Winsted disse que “todos os atores que eu conheço querem fazer suas cenas sem dublê”. Ela também revelou que temeu em ficar para trás no treinamento para o filme “Scott Pilgrim vs. The World”, pois ficou doente e perdeu duas semanas de trabalho físico. Já Wong disse ser “incrivelmente recompensador” fazer suas próprias cenas de ação e que “fazer um filme de super-herói dá uma sensação ótima de poder”. A despeito do discurso de todas sobre a importância de fazer suas próprias cenas de ação, Jena Malone fez questão de dar crédito às dublês ao dizer que “não dá para substituir vários anos de conhecimento e experiência com três meses de treinamento”.

    Mudando o foco para a televisão, Ana Torv destacou a inversão de gênero em Fringe. “Olivia é o homem, ela faz todo o trabalho duro enquanto os meninos ficam conversando na cozinha” e ainda revelou o apelido da Olivia do universo paralelo, usado internamente na produdução da série: “bOlivia”. Elizabeth Mitchell, que reconheceu ser “geek”, apontou para o fato do gênero ficção científica como um todo ser farto em papéis intrigantes para mulheres. “Eu fui criada com a crença de que não há nada que mulheres não possam fazer e acredito que si-fi é um eco disso”, disse Elizabeth Mitchell para aplausos gerais. “Existem mulheres sensacionais em ficção científica. Em V eu adorei que Erica é mãe, e que ninguém ao seu redor questiona sua força”, completou.

    A mediadora perguntou a cada uma das atrizes qual a cena de ação mais radical que já fizeram e a resposta de Jena Malone foi de longe a melhor. A atriz descreveu minuciosamente uma cena de “Suker Punch” na qual ela é obrigada a ficar pendurada de cabeça para baixo, a uma altura de quase 10 metros e consegue assim mesmo atirar e recarregar uma submetralhadora. Ela brincou: “A única pessoa que eu conheço que já descarregou uma submetralhadora estando de ponta cabeça foi o Ice Cube”

    Para não ficar para trás após a inspirada resposta de Jana Malone, Elizabeth Mitchell “apelou” dizendo “eu fiquei pendurada em um poço profundo”, em clara referência a Lost, para delírio do público presente. Mithchell disse ainda que em preparação para a Con, resolvou fazer queda livre. “Eu gritei e descarreguei tudo. Ok, agora eu estou pronta para a Comic-Con”.

    Abaixo, seguem os videos que fiz desse painel. Aproventem!

    Parte 1 de 4

    Parte 2 de 4

    Parte 3 de 4

    Parte 4 de 4

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    August 15th, 2010Edu TeixeiraComic-Con, Filmes

    Esse foi o meu primeiro painel na Comic-Con 2010. Entre a surpresa pela presença da Angelina Jolie, o desconhecimento de como as coisas funcionavam dentro do Salão H e a ansiedade, só consegui filmar pouco mais de dois minutos. Valeu pelo registro.

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    August 12th, 2010Edu TeixeiraColetiva de Imprensa, Comic-Con

    Com um “pequeno” atraso, assistam ao pequeno video que fiz na entrevista coletiva de “Tron: Legacy” na Comic-Con 2010.

    Em breve mais videos: Paineis de “Salt”, “Red”, “Battle: Los Angeles”, “Sucker Punch”, “Let Me In”, “Resident Evil: Afterlife”, Dexter, Smallville, Supernatural e Glee.

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    August 11th, 2010Edu TeixeiraComic-Con

    Se você chegou até aqui, é porquê seu interesse em um dia ir à Comic-Con realmente é grande. Nesse artigo, que será o último dessa série, farei um balanço do que deu certo e errado no meu planejamento em 2010 e dentro do possível, tentarei dar uma idéia dos custos envolvidos nessa aventura.

    Acertos e Erros

    Como minha passagem me levava a Los Angeles, eu precisava de outro meio para chegar a San Diego e optei por alugar um carro. Além disso, quase 50 quilômetros separavam o local de minha hospedagem (mais uma vez, muito obrigado Bianca, minha amigona) de Downtown, San Diego. Como já havia mencionado, ficando longe do centro de convenções, um carro alugado é uma saída. Como eu gosto muito de dirigir, odeio depender de outros e as estradas lá são ótimas, minha escolha foi acertada. Dirigir nos EUA é fácil, pois há muita sinalização e os mapas são bastante detalhados, porém, tenho um celular com GPS integrado e sequer precisei de mapa. Se você tiver algo semelhante, ou puder alugar um GPS junto com o carro, terá menos uma preocupação.

    Um outro acerto foi o esquema de estacionamento. Pela primeira vez na história, os organizadores da Con fecharam convênio com estacionamentos da região, e eu mais do que depressa comprei passes para 5 dias no estacionamento do próprio centro de convenções. Foram 13 dólares ao dia muito bem gastos. A melhor localização, total segurança e zero de burocracia (bastava mostrar o passe impresso ao fiscal na guarita e deixá-lo exposto perto do para-brisas após estacionar).

    Tiquete pré-pago de estacionamento para a Comic-Con 2010

    Como eu estava indo para “trabalhar” no evento, era preciso ter meios de me comunicar com o pessoal do Cine Séries, de atualizar meu blog, etc. Acesso à internet era fundamental. A Comic-Con oferece acesso gratuito via wi-fi em todo centro de convenções. É rápido, mas requer que você mantenha a página inicial do site www.comic-con.org aberta em seu navegador. Eu confiava que o serviço seria bom, e mais uma vez acertei. Meu erro foi esperar que minha credencial de “imprensa” me desse direito a usar alguma infra-estrutura especial. Ledo engano. Não havia sequer uma tomada disponível para eu recarregar as baterias do notebook, celular e câmeras. Nisso, eu pisei na bola.  Se você planeja, entre outras coisas, “twittar”, fotografar e filmar, esteja preparado para essa realidade (baterias extras, dispositivos reservas, etc.).

    Um erro inevitável foi ir sozinho. Não havia outra opção em 2010. Ir em grupo possui várias vantagens: dividir custos, filas, trabalho (se for o caso), problemas, frustrações e alegrias, guardar lugar nos salões e mais. Falando especificamente de filas, estar em grupo é uma senhora mão na roda. Enquanto um do grupo segura a bananosa na fila, os outros podem ir ao banheiro, comer, pegar autógrafos e,  em determinados casos, até dar uma espiada em painéis menos cotados. Para coordenar tudo e evitar que alguém fique de fora do salão desejado, ter uma forma de comunicação é fundamental, e rádios do tipo “walkie talkies” são a melhor opção (baratos e sem tarifa de uso).

    Um outro erro meu foi não usar a diferença de fuso para contornar o problema de ter que acordar cedo para ir para as filas. Em julho, o horário do pacífico nos EUA é 4 horas atrasado em relação ao de Brasília. Assim sendo, já que meu corpo estava habituado ao fuso brasileiro, eu poderia ir dormir às 10 da noite (duas da madrugada no Brasil) e acordar tranquilamente às 4 horas da manhã (8 no Brasil), tendo dormido 6 horas e chegando na fila por volta das 5 da matina. Isso me deixaria em ótima posição e com muito menos sono do que eu senti de fato. Como eu tava “trabalhando”, chegar em casa às 9, comer, tomar um banho e dormir às 10 não seria fácil. Eu ainda precisava escrever, editar fotos e vídeos e “subir” tudo. No caso de você ir apenas como fã, como turista, fica muito mais fácil seguir essa dica. É possível até dormir mais.

    Outro erro, também impossível de evitar no meu caso, foi não deixar tempo livre antes e depois da Con. Tendo apenas 10 dias de férias por gozar, duas filhas muito pequenas (Raquel com 1 ano e sete meses e Luiza com apenas 2 meses), e uma esposa se matando para cuidar das duas sozinha, ir e voltar correndo era a única forma. Podendo, planeje no mínimo 15 dias na Califórnia. 20 seria o paraíso. Assim você terá tempo de sobra para passear, fazer compras e ir à Con.

    Para fechar o caixão dos erros e acertos, errei feio ao planejar assistir painéis muito concorridos, que ocorriam em salões diferentes no mesmo dia. Estando só então, isso é completamente inviável. Se você estiver em grupo, e coordenar as filas com seus companheiros de forma muito precisa, pode ser até que seja possível trocar de salão sem perder muito tempo em fila. Mas vai dar trabalho planejar e executar o plano, e provavelmente alguém do grupo acabará sendo “sacrificado”.

    Custos

    Passagem aérea

    No passado, tive um problemão com a American Airlines, mas dessa vez eles não me deixaram na mão. Como falei anteriormente, paguei minhas passagens com milhas do programa “AAdvantage” e por isso,  minha viagem de volta ao Rio de Janeiro foi extremamente cansativa. De qualquer forma, todos os vôos saíram dentro do horário ou com atrasos pequenos, e assim eu não perdi nenhuma conexão. Se você tem pontos em algum programa de cartão de crédito ou de companhia aérea, e pretende usá-los como eu, se prepare para uma maratona aérea. Pagando a passagem ou não, tente ir direto para San Diego de avião. Se não for possível, ou se você não gostar das escalas oferecidas, faça como eu e vá para L.A. (geralmente tem apenas uma escala) e de lá para San Diego (de carro alugado, trem ou ônibus dependendo de sua opção de hospedagem).

    Hoje, no site da AA, encontrei hoje passagens de ida e volta entre Rio de Janeiro e San Diego por cerca de US$ 1400,00. Tenho certeza que é possível conseguir preço melhor via agentes de viagem. De qualquer forma, fica como referência.

    A hospedagem

    Hotéis não faltam no condado de San Diego, mas a localização pode fazer toda a diferença do mundo para você. Um quarto de hotel mais próximo de Downtown pode chegar a custar algo em torno de US$ 300,00 por noite. Em um grupo de 4 pessoas, fica até razoável. Quanto mais longe do centro, mais barato e você poderá encontrar hotéis cobrando cerca de US$ 50 por noite. Estando no centrão, ou próximo dele, em um hotel que esteja conveniado à Con, e com isso, faça parte da rota dos “shuttles” que levam ao evento, o carro alugado pode ser dispensado. Tudo é uma questão de escolha. É possível fazer as reservas diretamente pela internet, mas isso requer o pagamento antecipado de pelo menos parte do custo total.

    O 'shuttle" ou ônibus para os íntimos

    O carro

    Se você optar por alugar um carro, a tarifa de um compacto parecido com um VW Voyage ou Corsa Sedan, sai por algo em torno de US$ 350,00 por semana. Você reserva pela internet, pega e devolve o bólido no aeroporto. A reserva não requer pagamento antecipado. O combustível na Califórnia é barato. Eu rodei quase 1.600 km e gastei somente 100 dólares de combustível.

    Alimentação

    Se você não tem problemas em enfrentar fast-food por um tempo curto e por uma boa causa, o custo com alimentação será baixo. É possível comprar um combinado grande de sanduíche/batata-frita/refrigerante por US$ 6,00. Já comer dentro do Centro de Convenções de San Diego, durante o evento, é bem mais salgado. Um cachorro quente de forno com uma lata de refrigerante custava US$ 8,00 na última Con. Se você quer mesmo economizar, leve biscoitos, sanduíches, barras de cereal e água na mochila.

    Fila para o Salão H no sábado 24/07/2010

    E para terminar, dicas diversas:

    1 ) Planeje tudo. Tente pensar em possíveis problemas e como resolvê-los. Pesquise e leia muito sobre o evento e a cidade (google);

    2 ) Pesquise os preços de pacotes contendo passagens, hotel e carro alugado com um agente de viagens. Pode ser que você consiga bons preços e ainda parcelar o pagamento;

    3 ) Feche sua programação de viagem com muita antecedência. Quanto maior, MELHOR;

    4 ) Viaje leve. Não leve nada na mala que você não tenha certeza que irá usar. Por exemplo, em San Diego faz calor em Julho e quase não chove (20 dias no máximo por ano).  Não leve roupas de frio e de chuva para passear nos EUA;

    5 ) Os atores e atrizes que vão à Comic-Con para autógrafos e fotos não o fazem sem interesse. Uns cobram apenas para autografar fotos oficiais que também estão à venda, mas não cobram para assinar um pedaço de papel que você tenha. Outros cobrarão para autografar qualquer coisa, e também para tirar fotos com você. Tem de tudo. O importante é estar preparado para isso;

    6 ) Planeje as filas. Se você vai dormir por lá, garantindo um ótimo lugar, esteja preparado. Leve saco de dormir, comes e bebes, passa-tempos, etc. Os voluntários e seguranças avisam com certa antecedência que a fila começará a andar, e com a ajuda de alguém que segure seu lugar nela, é perfeitamente possível ir até o carro para guardar seu “acampamento” antes de entrar no centro de convenções. Obviamente isso só vale se você estiver de carro e, principalmente, se ele estiver estacionado no próprio centro;

    7 ) Uma vez dentro do salão, jamais abandone seu lugar de vez. Se você tem esperanças de mudar para um lugar melhor entre um painel e outro, peça para alguém segurar seu lugar por algum tempo (10 minutos por exemplo) e só o libere caso você não volte. Aja da mesma forma caso você vá tentar trocar de salão. Lembre-se que você pode usar o tíquete de retorno (ler parte 2) e voltar ao mesmo lugar, no mesmo salão caso perceba que não conseguirá entrar no outro;

    8 ) E, por último, mas talvez o mais importante de tudo: fale inglês. Se você não fala a língua nativa, ir à Comi-Con perde o sentido. Não há legendas, nem tradução simultânea. Dá tempo de correr atrás e aprender. Além do mais, conhecimento nunca é demais.

    Bem, é isso. Se alguém tiver dúvidas, críticas ou sugestões, por favor, escreva um comentário para que eu possa responder no blog. Assim, outras pessoas podem aproveitar.

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    August 9th, 2010Edu TeixeiraComic-Con

    Não tem sido fácil arrumar um tempinho para finalizar os videos que fiz na Comic-Con 2010. Vou tentar colocar tudo no blog o mais rápido o possível.

    Começando hoje com TRUE BOOOD

    Parte 1 de 3

    Parte 2 de 3

    Parte 3 de 3

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    August 7th, 2010Edu TeixeiraComic-Con

    Quando se planeja ir à Comic-Con, duas decisões são muito importantes:  onde se hospedar e como se locomover. Para decidir com um mínimo de critério, é preciso informações sobre a cidade de San Diego. Esse é o típico caso que não existe certo ou errado, apenas preferência pessoal.

    Se você pensa que San Diego é uma cidade pequena, já passou da hora de usar o “São Google” e rever seus conceitos, mas ao invés de falar na cidade de San Diego, vou falar sobre o Condado de San Diego, pois assim aumentam as opções de hospedagem. O Condado de San Diego, que engloba várias cidades (San Diego, Chula Vista, Coronado, Del Mar, El Cajon, Encitas, Escondido, Imperial Beach, La Mesa, etc.), é nada menos que o 5º maior condado dos Estados Unidos em população (3.208.466 em 2009) e ocupa 11.722,3 Km2 de área terrestre, o que dá uma densidade de apenas 274,9/Km2. Para situar melhor, a região metropolitana do Rio de Janeiro, ou Grande Rio, tem população de 11.902.701 (em 2008) e área total de 5.645 Km2, com uma densidade demográfica de 2.096,56/Km2. Ou seja, o Condado de San Diego ocupa mais do que o dobro da área do Grande Rio e tem uma população quase 3 vezes menor.

    Fica claro que San Diego é um condado “espalhado”, onde um descuido na hora de escolher o hotel fará com que você fique muito distante do centro de convenções. Por outro lado, quanto mais próximo do centro da cidade de San Diego (Downtown), mais caro serão as diárias na época da Con. Ficando mais perto do centro, abre-se a possibilidade do uso de transporte público (ônibus e bondes) e se pode dispensar até o aluguel do carro. Como falei, tudo uma questão de escolha. Na última parte desse artigo, vou detalhar melhor os custos e assim ficará mais claro como decidir.

    Ao fundo a ponte para Coronado

    A cidade de San Diego em si é uma graça. Charmosa, bem cuidada e Downtown, onde o centro de convenções se localiza, é um capítulo à parte. Merece uma visita com calma. Além disso, San Diego tem o que é considerado o mais importante zoológico do mundo. Dando tempo, é parada obrigatória. Isso sem falar no Sea World, o parque aquático Legoland, as praias, e por aí vai.

    Portanto, ir à Comi-Con pode ser muito mais do que você imagina. E olha que eu estou me concentrando somente na região de San Diego. Los Angeles fica logo ali (duas horas de carro) e tem Hollywood, Disneylândia, Universal Studios e muito, muito mais.

    Na próxima parte, que deve ser a última, falarei sobre custos, escolhas estratégicas, dicas de como economizar e sobre o que eu acertei e errei na viagem de 2010.

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    August 4th, 2010Edu TeixeiraComic-Con

    Para quem não conhece bem como funciona a Comic-Con, tentarei dar uma geral. Vou pular algumas coisinhas básicas (passagem de avião, hotel, ingressos, credenciamento, carro/estacionamento ou transporte público), pois acho que isso pode ficar para o final. Se depois de ler sobre o evento em si e sobre a cidade, você se animar, ai sim vale a pena ler a parte mais chata.

    O “Floor”

    O grande salão de exibição é a união dos salões de A até G, no térreo do Centro de Convenções de San Diego, e é onde os “stands” são montados. Ali se encontra desde stands enormes de gigantes como DC Comics, Marvel, Sony (demonstrando seu novo controle para o Playstation 3) e Mattel, até pequenos stands de editoras independentes, lojas de camisetas, e outros pequenos comércios. São quase 4500 stands distribuídos em uma área de mais de 42.000 m2. Se você curte bonecos, jogos de tabuleiro (os “board games”), jogos eletrônicos, RPG, quadrinhos e memorabilia em geral, prepare seu bolso. A poupança já pode começar hoje.  E ainda têm os brindes. Nem sempre é fácil pega-los e às vezes rolam longas filas, e em outras, um certo tumulto, pois as pessoas começam a se concentrar em volta do “stand” que anunciou a distribuição de determinado brinde. Evite ir ao “floor” da noite de sexta-feira ao fim do sábado. É bastante desconfortável caminhar em meio a uma multidão, que ainda carrega bolsas. Se seu foco for o “Floor”, aconselho ir na “preview night”, logo após pegar seu crachá (mais tarde falo mais sobre ele), ou no primeiro dia (quinta-feira), caso você procure itens raros, exclusivos da Con, etc. Se você acha que é uma boa idéia, deixar para ir ao “Floor” no último dia, na esperança de uma “xepa”, ou seja, de uma liquidação de fim de festa, perca as esperanças. A grande maioria dos comerciantes que ali estão, possuem lojas físicas ou virtuais e não se importam em não vender tudo que levaram à Con. Simplesmente empacotam o que sobrou, e levam de volta.

    Floor
    “Floor” ou Salão Principal

    Os Painéis

    Os painéis nada mais são do que um “showcase” de um filme, série ou veículo de comunicação. Eles duram normalmente entre quarenta e cinco minutos e uma hora, com alguns poucos ultrapassando esse limite. Tem de tudo. Desde painéis de grandes filmes-pipoca-arrasa-quarteirão, que serão lançados no próximo verão norte-americano, passando por séries já consagradas ou em vias de estrear, indo até painéis dedicados a séries  já canceladas há muitos e muitos anos. Esse ano, houve um painel dedicado a Quantum Leap (Contra-Tempos no Brasil), ótima série estrelada por Scott Bakula e Dean Stockwell que durou 5 temporadas entre 1989 e 1993.  S. Bakula achou um tempinho para prestigiar. Existem também painéis “patrocinados” por um canal de televisão (Showtime), ou publicação especializada (Entertainment Weekly).  O grande barato da Comic-Con é que os grandes astros e estrelas em geral não esnobam o evento e fazem questão de aparecer por lá. Obviamente há exceções, mas se até Harrisson “Han Solo” Ford se rendeu e compareceu pela primeira vez esse ano, como não acreditar no prestígio do evento?

    Os painéis são realizados em várias salas simultaneamente, mas os mais importantes e conseqüentemente, mais concorridos, são concentrados nos dois grandes salões. O H com capacidade para 6.000 pessoas sentadas (cinema) e o 20 para 4.250 (televisão). Enquanto o salão H fica no térreo, ao lado do “Floor”, o salão de festas (ballroom) 20 fica no andar superior do centro de convenções. Andar por lá é bem tranquilo. A sinalização é farta e os voluntários e seguranças estão sempre dispostos a ajudar.

    As filas e como planejar seus dias na Con

    O evento é extremamente bem organizado. As filas são longas, mas andam e são respeitadas. Eles fazer o possível para que sejam sempre à sombra, mesmo que para isso tenham que colocar tendas móveis, e elas abundam no local.

    Planejei cuidadosamente os painéis que gostaria de assistir, e sabia das filas. Só que eu não tinha a noção exata do quão grande elas realmente eram. Esse foi o primeiro erro de planejamento que identifiquei com facilidade. No primeiro dia eu já constatei que é preciso fazer escolhas. Algumas muito difíceis. Dê preferência para o salão onde acontecerá o painel que você mais quer ver no dia, ou então dê pesos aos painéis e opte pelo salão que obtenha a maior soma final. Enfim, arrume um critério para escolher o grande salão que você quer passar o dia. Assim, você pegará uma fila por dia, assistirá vários painéis legais, incluindo alguns que você considera prioritários. Não dá para fazer omelete sem quebrar ovos, e alguns painéis serão deixados de lado. É a vida. Não dá para se ter tudo.

    Vale dizer que “passar o dia no salão” não significa mofar lá dentro, não ir ao banheiro, não poder pegar autógrafos/tirar fotos com ídolos do passado, e não comer. Existe um esquema bastante justo de saída e retorno dentro do mesmo painel. O início oficial de um painel se dá quando o anterior termina. Sendo assim, você é livre para sair e voltar do salão, quantas vezes quiser entre o término de um painel e o fim do painel seguinte. Basta sair pela porta de entrada e pegar o tíquete de retorno. Tudo muito bem pensado e organizado. Embora o serviço de som diga que é proibido guardar lugar, na prática isso é a coisa mais comum por lá. Eu estava sozinho e recorri a estranhos para não perder meus lugares. Funcionou sempre.

    Por serem enormes, os salões H e 20 recorrem ao uso de telões para ajudar aos que ficam distantes do palco. Pessoalmente, acho que ficar olhando o telão o tempo todo tira muito da graça de estar lá, ao vivo. Por isso, quando não tive entrevistas coletivas no início da manhã, optei por chegar à fila por volta das 5:30 da madrugada. Isso me garantiu acesso já ao primeiro painel do dia no salão escolhido, além de um lugar bem razoável. Nada espetacular. Para lugares espetaculares, só mesmo sendo deficiente físico – e longe de mim, dar a idéia de alguém fingir uma deficiência para aproveitar da regalia de assentos reservados lá na frente – ou chegando bem mais cedo do que eu. Quanto mais cedo, melhor o lugar. A galera que pega os melhores, leva colchão inflável, saco de dormir, cobertor, jogos para passar tempo e acampa desde a noite anterior.

    Galera acampada para o salão H

    Na parte anterior prometi mais do que eu consegui cumprir. Vou deixar para falar sobre San Diego na próxima parte.

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    August 2nd, 2010Edu TeixeiraComic-Con, Preparação

    Como prometi via @twitter, esse texto é dedicado aos que têm vontade de um dia ir à Comic-Con. Como será  longo, resolvi dividi-lo. Essa é a primeira parte.

    Vou assumir que o evento permanecerá em San Diego, pois existe a possibilidade de uma mudança para Los Angeles ou Las Vegas, que possuem centros de convenções muito maiores. Outro boato que anda circulando dá essa mudança como temporária, até que um novo centro de convenções – maior – seja construído em San Diego. Conversando com pessoas habituadas com a Con nas longas filas que peguei esse ano, notei que o sentimento de preocupação é geral. Sem exceção, todos temem que a mudança de local, mesmo que temporária, seja o início da morte de um evento tão querido. Muitos dizem que esse processo já começou, e que a Con de hoje já é uma sombra do que foi há anos atrás, e que o espírito original já não existem mais. Como foi minha primeira vez, não tenho como corroborar tal opinião. Adorei ter ido e planejo voltar assim que possível. Para quem curte cultura pop em geral, a Con é um programa imperdível.

    Além de dicas práticas sobre como se preparar para os quatro dias do evento, também farei um “bola dentro e bola fora” do meu planejamento. A preparação para ir à Comic-Con 2010 foi longa e cuidadosa, mas nem tudo deu certo e é importante listar tudo isso para que os erros não se repitam.

    Ir à Comic-Com como público ou como imprensa tem muito pouca diferença, a não ser que você seja credenciado por um grande veículo de comunicação de massa. Com um crachá da CNN, da NBC, FOX, etc. a coisa muda de figura, mas como credenciado de um blog, de um site ou de um veículo menor, se prepare para as filas e para não ter quase nenhum privilégio em infra-estrutura. Aprendi isso na marra. As reais diferenças são:

    Público (P.A.) Imprensa (Press)
    US$ 100,00 por entradas para os 4 dias Entrada grátis para os 4 dias
    Precisa ficar sentado o tempo todo Em determinados salões, é permitido ficar em pé nas laterais para filmar e fotografar e no Salão H (de filmes), acesso ao “Media Pit” ao lado do palco.
    Não há acesso às coletivas de imprensa Convites via e-mail para coletivas de imprensa e conformação depois de R.S.V.P.

    Basicamente é isso. No resto, o “perrengue” é o mesmo.

    Na próxima parte eu vou falar como funciona o evento, sobre a cidade de San Diego e começar a detalhar os custos envolvidos.

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    July 30th, 2010Edu TeixeiraComic-Con

    Graças à America Airlines que resolveu se vingar por eu ter pago a passagem de volta com pontos de seu programa de milhagem, levei exatas 24 horas para chegar de San Diego ao Rio de Janeiro. Sério!

    Saí de carro de San Diego ás 3 da matina (7 horas em Brasília) da terça, dia 27/07 e às 5 cheguei ao famoso aeroporto de Los Angeles (o LAX de Lost). Meu vôo deixou L.A. pontualmente às 8:15, seguindo para…tchan, tchan tchan, tchaaaaan…..CHICAGO. Isso mesmo. Me mandaram pro norte! Pousei em Chigago e imediatamente segui com passos largos para outro portão para embarcar para…..tchan, tchan tchan, tchaaaaan….Miami. Lá cheguei por volta das 7:30 no horário local e mais uma vez, após longa caminhada me dirigi ao portão E10 para finalmente embarcar para o Rio de Janeiro. Cheguei à cidade “maravilhosa” por volta das 7 horas da manhã da quarta-feira, dia 28/07, concluindo assim minha viagem de 24 horas. Imagina se eu fosse ao Japão usando minhas milhas?

    A mensagem ficou clara: Nunca mais use seus pontos e pague a maldita passagem. Na próxima vez, a escala será no Alasca!

    Mas quer saber? Valeu a pena. Realizei um sonho de ir à Comic-Con e sem essas passagens “gratuitas” isso não seria possível esse ano. Me aguardem em 2011!

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