Comic-Con San Diego, Séries de TV e Cinema A cobertura da Comic-Con feita por um brasileiro para brasileiros e muito mais!
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    August 16th, 2011Edu TeixeiraComic-Con, Séries

    Jim Parsons

    Se existe uma série que se sente literalmente em casa na Comic-Con, ela se chama “The Big Bang Theory” (CBS). Lançada sem muita badalação na convenção nerd em 2006, a série se tornou sucesso muito por conta dos fãs que se identificam com os gostos e idiossincrasias do Dr. Sheldon Cooper e seus amigos. Desde então a série nunca mais deixou de voltar à San Diego.

    O painel de TBBT foi realizado no Ballroom 20 e assim como nos últimos anos, quem estava dentro não saiu e muita gente que estava fora não conseguiu entrar. Os “meninos” dessa vez vieram acompanhados de todas as meninas. Na mesa estavam Johnny Galecki (Leonard), Jim Parsons (Sheldon), Simon Helberg (Howard), Kunal Nayyar (Rajesh), Kaley Cuoco (Penny) e as recém-chegadas Mayim Bialik (Amy Farrah Fowler) e Melissa Rauch (Bernardette), assim como os criadores e produtores Chuck Lorre e Bill Prady e o produtor Steve Molaro. Chris Hardwick (Attack of The Show) foi o moderador.

    A seguir, um resumo do que aconteceu no painel:

    • O painel começou com uma inesperada introdução. A mãe de Howard Wolowitz diz com sua famosa e indefectível voz esganiçada: “Bem vindos à Comics Com”. Ela chama um vídeo com erros de gravação da série.
    • Ano passado a abertura ficou por conta da banda Barenaked Ladies que cantou o tema da série com a colaboração do elenco.

      Chuck Lorre

    • O primeiro a entrar no palco é Chuck Lorre. O desafeto de Charlie Sheen é imediatamente seguido por seus colegas Bill Prady e Steve Molaro. O elenco vem em seguida.
    • Hardwick parece achar que a mídia em geram não reconhecia a cultura nerd antes de “The Big Bang Theory”. Ele pergunta para Lorre sobre como a ideia de uma série sobre nerds veio à sua cabeça e como ele conseguiu vendê-la para uma rede de TV. Lorre manda bem na resposta: “Essa série não é sobre nerds e sim sobre pessoas extraordinárias. Ela ainda é assim”. Orgulho nerd batendo forte.
    • Prady completa: “Para aqueles de nós que são membros de grupo específico, muitas vezes não nos vemos bem representados na TV”.
    • Hardwick: “O que vocês (atores) acharam quando receberam o roteiro pela primeira vez?”. Parsons: “Eu realmente queria dizer aquelas palavras que eles tinham escrito para o Sheldon. Eu realmente achei que se pudesse aprendê-las, faria o papel ao gosto deles. E eles gostaram e me contrataram”. Ele ainda completou: “Eu não tentei fazê-lo simpático. Não tentei gerar nenhuma empatia para com ele. Ele é o que é e é um cara adorável”.
    •  Hardwick pergunta sobre o amor de Peny por nerds. Cuoco: “Kaley gosta de nerds também”. O público gosta do carinho. “Tem sido irreal e a gente vai surfando essa onda enquanto for possível”.
    • Sobre a perna quebrada na temporada passada, Cuoco disse: “Eles (os roteiristas) conseguiram dar um jeito nisso e as garçonetes foram ótimas e me ajudaram muito”. Lorre diz que devemos rever os episódios e reparar nas cenas que Penny fica em pé atrás de alguma coisa.

      Johnny Gallecki

    • Lorre escolheu Galecki antes mesmo de haver um roteiro para a série. Galecki: “Foi somente depois da primeira mesa de leitura, quando ouvi todos dizendo suas falas que eu pensei: ‘Agora entendi. Agora vejo que estaremos por aqui por um bom tempo’”. Será que ele se refere ao piloto original ou ao piloto que foi aprovado pela CBS?
    • Hardwick revela que conhece Galecki desde os 11 anos de idade.
    • Galecki foi indicado pela primeira vez ao Emmy esse ano e irá disputar o prêmio com o Parsons, o último vencedor. O moderador pergunta se a competição entre os dois é ferrenha. Galeck: “Sempre. Desde o primeiro dia”.
    • Hardwick  pergunta se em caso de vitória de Galecki, as coisas podem ficar feias e até rolar umas cabeçadas entre os dois. Parsons: “Esse não o ambiente de trabalho que temos. Eu não dou cabeçadas”.
    • Sobre o episódio com uma cena musical à la Bollywood, Nayyar fala sobre a indústria cinematográfica indiana: “É um lugar de gente muito bonita e talentosa dançando, fazendo amor e chorando muito. É lindo”. Sobre dançar em cima de elefantes ele disse: “Acho que nunca vi isso em filmes de Bollywood, mas já vi com danças com elefantes”.  E terminou elogiando a colega Melissa Rauch: “Foi muito legal filmar aquela cena com a Melissa. Ela é uma ótima dançarina e cantora e muita indiana dentro do seu sistema. Você sabe o que eu quero dizer…assim…você sabe”. Sei? Mesmo?
    • Helberg avisa ao ser chamado pelo moderador: “Eu não tenho nada indiano no meu sistema, ainda”.
    • Helberg é perguntado se é possível improvisar na série e ele diz que os textos são muito elaborados e que é bem complicado sair dele. “Como improvisar com aquele texto? Você teria que ser louco. Nem consigo imaginar como eles são escritos”.

      Melissa Rauch e Simon Helberg

    • Moderador pergunta: “Você conseguiria improvisar alguma coisa sobre física avançada?”. Helberg: “Sim…peraí. Não. Não consigo. São roteiros incríveis em balanço com incríveis atuações”.
    • Helberg e Rauch costumam imitar a mãe de Wolowitz no set. Helberg: “Não é bom ter muitas vozes como aquela no estúdio. É amedrontador”. Bill Prady pede uma imitação e como é chefe…
    • A atriz Melissa Rauch acaba de fazer uma imitação PERFEITA da sua “futura sogra”. Sensacional mesmo: “O que é essa Comic-Con onde você está? É algum tipo de convenção de sexo que eu vi no 20/20?”. Nota: “20/20” é um programa de notícias exibido na ABC similar ao “60 Minutes” da CBS.
    • Rauch diz que sua carreira começou fazendo comédia Stand-up em Nova York: “Na minha juventude”.
    • Mayim Bialik realmente tem PhD em Neurociência e nunca tinha visto a série até saber que estavam procurando uma versão feminina de Jim Parsons. Ela disse então: “Quem é Jim Parsons?”. Ela então pesquisou no Google sobre o ator e fez a melhor imitação possível dele. No currículo de atriz de Bialik, ela incluiu seu PhD na parte de informações diversas. Chique né?
    • Bialik confessa se incomodar quando alguma coisa do roteiro não bate (em termos de ciência). Prady diz que Mayim ajuda muito na criação dos diálogos de Amy.
    • Hardwick pergunta sobre o final da temporada passada quando Penny tem uma noite de amor com Rajesh. Prady: “Haverá uma resolução e achamos que você gostará dele, qualquer que seja sua opinião sobre o que aconteceu”. Enrolou né?
    • Parsons desistiu de tocar Themerin, mas ele disse ter feito suas cenas com o instrumento sem a ajuda: “Fiz o melhor possível para aprender (o instrumento)”.
    •  Jim Parsons: “Uma das melhores coisas do show é que ele é baseado em ciência e que isso praticamente cobre tudo. Qualquer coisa que os roteiristas pensem é possível. Já tivemos uma máquina do tempo no show. Qualquer coisa é justificável, pois ‘é ciência’”.
    • O moderando então pergunta sobre um TARDIS na sala e Parsons, Couco e Bialik não sabem do que se trata. TARDIS é a máquina do tempo em forma de cabine telefônica usada na cultuada série britânica “Dr. Who”.
    • Os atores percebem que foram vaiados por algumas pessoas pela falta de conhecimento nerd. Tem uma primeira vez para tudo.
    • O moderador os defende: “Vocês não viram tudo que já passou na história da televisão? Qual é pessoal? O que vocês querem? Peguem leve. Esses caras têm um trabalho”. Lorre completa: “Vimos todos os episódios de The Walking Dead”.

    Mayim Bialik

    • Hardwick: “Qual foi seu momento preferido da última temporada?” Mayim Bialik diz que beijar Kaley Cuoco foi a melhor coisa da temporada. “Beijar o Sheldon enquanto bêbada também foi demais”. O momento favorito de Parsons é uma história complicada demais que ele mesmo não soube contar. Bialik tenta ajudar sem muito sucesso. Cuoco: “A cena que um cara mais velho tinha que segurar minha bunda dela enquanto dançava. O cara estava aterrorizado de ter que fazer isso. Eu disse ‘manda ver logo’ e ele mandou”.  Galecki: “Pergunta difícil. A cara da Penny ao acordar do lado do Rajesh é clássica. E quando a Melissa (Bernardette) disse ‘Eu quero que meu amor tenha coisas bonitas’ também foi engraçada. Ela tinha um olhar de cafetina”. Nayyar: “Cara, você roubou minha cena favorita….A cena à la Bollywood”. Helberg: “Eu gostei da cena de luta livre com o Kunal usando aquele maiô em uma peça muito conveniente e de trabalhar com a Melissa nas cenas românticas”. Melissa: “Eu era uma fã antes de entrar para o show. Eu adorei a cena da aula de interpretação de Penny e Sheldon. Achei fantástica. E teve também a cena com a Kaley e o Johnny no episódio de reveillon quando o relógio marca meia-noite e todos estão celebrando e eles se olham. Foi lindo. E quando Simon fica muito preocupado quando a mãe dele sofre o acidente”.
    •  O microfone é aberto para as perguntas dos fãs. Vamos a parte mais dolorosa de todos os painéis.
    • Fã: “Pergunta para Bill ou Chuck. Estamos na 5ª temporada e que queria saber quando Sheldon experimentará o ritual de acasalamento vulcano”. Prady: “Eu não sei. Sheldon parece apenas interessado em ciência. Apenas o tempo dirá. Se ele for realmente vulcano é apenas um ato biológico”.
    • Um soldado que acaba de voltar do Iraque agradece aos atores e produtores, pois o show o ajudou a suportar a experiência. Ele pede para Parsons mandar um Bazinga do jeito Sheldon. Parsons: “Tem tantas formas de fazer isso….eu gostaria de te agradecer por lutar por nosso país. BAZINGA!”.
    • Fã: “Depois de 4 temporadas, quais os aspectos mais difíceis de interpretar o Sheldon”. Parsons: “Na maioria das vezes eu não entendo o que ele diz. Para isso serve a Mayim esses dias. É triste, mas é verdade”.

      Kaley Cuoco

    • Fã vindo pela primeira vez à Comic-Con: “Vocês pregam peças nerd um nos outros?”. Galecki: “Não somos de fazer isso”. Cuoco: “A gente joga muito ping-pong”. Parsons: “Kaley, isso não é uma brincadeira. É um jogo”. Cuoco: “Oh Nancy. É a sua primeira Comic-Con. Você vai aprender. Você vai pensar em uma pergunta melhor na próxima vez”. Coitada da mulher. Cuoco: “Me desculpe”. Parsons: “Isso é como ela é de verdade”.
    • Fã pergunta se Sara Gilbert voltará ao show. Ela muito provavelmente não voltará. Ela é a criadora e produtora de um programa de entrevistas chamado “The Talk” (CBS).
    • Fã asiático vestido como Howard Wolowitz  pergunta sobre o personagem Amy Farrah Fowler e como ele será desenvolvido. Helberg brinca que esperava uma pergunta para ele. Chuck Lorre: “Mayim é uma atriz muito sexy. Ela é uma garota muito má….Nudez frontal na próxima temporada”. Prady: “Uma das diferenças entre Sheldon e Amy é que ele não aproveitou muitas coisas da vida e não se importa com isso e ela que também não sente muita falta”. Bialik: “Existe uma adolescência reprimida nela…nunca sabemos o que sairá de sua boca e é obviamente muito divertido de interpretá-la. E sim, eu sou uma atriz muito sexual”.
    • Fã: “Qual seu encontro favorito nerd?”. Cuoco: “Acho que esse!”. O cara ficou sem graça. Bem feito. Galecki: “Eu não tenho nada melhor que isso. Vamos voltar a falar da sexualidade da Mayim a qual eu posso atestar, pois meu primeiro beijo vinte anos atrás foi com ela”. Parsons: “E esse foi o meu encontro nerd favorito”. Helberg: “Eu não sou tão nerd como você (o moderador) pensa…você está colocando muita pressão em mim…Uma vez eu estava parado no sinal e um cara enorme musculoso e tatuado me reconheceu e disse EU AMO SEU SHOW WOLOWITZ e eu passei com o carro por cima dele…”.
    • Uma fã pergunta se considera que o primeiro beijo de Sheldon foi com Amy se ele já tinha beijado a mãe de Leonard (Christine Baranski). Boa pergunta. Prady responde que ele acha que se só uma pessoa participa do beijo, ele não considera, mas o co-produtor Steven Molaro não. Essa discussão sobre o beijo realmente aconteceu na sala dos roteiristas com Prady liderando um grupo e Molaro o outro. Alguém perguntou: “Nunca ninguém vai perguntar isso!” e Molaro respondeu….”Vão sim, na COMIC-CON alguém vai perguntar!”….o cara sabe das coisas….
    • Parsons diz considerar e ter gostado dos dois beijos.

      Kunal Nayyar

    • Uma criança pergunta se foi constrangedor cantar Soft Kitty enquanto esfregava Vick Vaporub no Sheldon. Cuoco:” Você um dia aprenderá a gostar disso. Não foi embaraçoso. Isso ocorreu muitas luas atrás e você devia ter 1 ano. Foi divertido né Jim?”. Parsons: “Foi divertido e na realidade foi mais constrangedor para mim, mas foi legal e uma boa ideia de roteiro”.
    • Fã agradece ao show por tê-lo ajudado a se encontrar na ciência e pergunta aos produtores se o show ajudou a humanizar os cientistas ou os tornou mais caricatos para os não nerds. Lorre: “Se te ajudou a encontrar a ciência, isso já é a resposta. Muito legal”.
    • Fã pergunta qual o vilão favorito no show e Nayaar diz não ter entendido a pergunta. Helberg repete a pergunta usando um sotaque indiano. A imitação de Rajesh provoca gargalhadas de Nayaar. Ele diz a a imitação ficou uma mistura de um jamaicano com Arnold Shwazzenegger. Wil Wheaton é apontado como o único vilão, mas Parsons se lembra de Kripke.
    • Fã agradece aos produtores por nunca terem respondido a pergunta se Sheldon é autista. Ela trabalha com crianças autistas e ele não é autista. Ele é Sheldon.
    • Jim Parsons ficou nitidamente desconfortável e sem jeito ao ser perguntado se pessoas com problemas de TOC e outras doenças similares escrevem para ele. Ele começa a falar que sua mãe é professora primária, se enrola todo e não responde. Medo total de ser politicamente incorreto.
    • Jim Parsons diz que se identifica muito com o medo de germes que Sheldon tem. “Não tão grave como ele”.
    • A 5ª temporada estreia nos EUA no dia 22 de Setembro de 2011.
    • E fim de papo. Agora tem um break pelo cancelamento do painel de Bones/The Finder.

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    November 16th, 2010Edu TeixeiraSéries

    Que casal é esse!

    Depois de promover a atriz Melissa Rouch – a namorada de Haward, Bernadette –  ao elenco principal de “The Big Bang Theory“, os produtores da série acabam de dar o mesmo tratamento à atriz Mayim Bialik, que faz Amy Farrah Fowler, a versão com útero e ovários de Sheldon Cooper.

    A quase namorada de Sheldon fez sua estreia no episódio final da temporada passada e voltou a aparecer na temporada atual como atriz convidada. O contrato oferecido à Bialik é similar ao de Rauch, indo até o final da temporada atual e – ao contrário dos 5 membros originais – não prevê sua participação em todos os episódios.

    A notícia foi divulgada ontem pelo colunista Michael Ausiello.

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    August 30th, 2010Edu TeixeiraDiversos

    A estatuetaSe você leu o post de ontem e me segue no Twitter já deve saber que meu aproveitamento foi pífio. Das dez categorias que escolhi como mais importantes e declarei minha preferência, só acertei três. Pífios 30%. Valeu pela brincadeira e pela vitória de Jim Parsons de The Big Bang Theory. Minha maior aposta na noite.

    A cerimônia foi divertida como de hábito, muito por conta da apresentação inspirada de Jimmy Fallon. As duas horas iniciais passaram com leveza e agilidade. A hora final no entanto, foi um pouco arrastada. Boa parte do problema se deve a ordem escolhida para a premiação. Pareceu-me equivocada a escolha de concentrar a maioria dos prêmios para séries no início, deixando somente as duas principais categorias – melhores séries de drama e comédia – para o finalzinho. O trecho dedicado a premiar telefilmes e mini-séries ficou longo e pouco aderente às piadas do apresentador. Somando o fato de que até para os americanos, esses concorrentes não são tão populares por serem de canais à cabo, e você verá que uma mudança na ordem, intercalando as premiações de séries, minisséries e telefilmes seria bem-vinda.

    Falando dos vencedores, mais uma vez a premiação mostrou que os eleitores são completamente divorciados da realidade. A história do prêmio mostra atrocidades, e isso não é necessariamente uma crítica aos vencedores em si, mas ao fato de terem superado séries claramente superiores. Quanto mais tempo passa, mais fica evidente que o “penta-campeonato” de Frasier entre 1994 e 1998 foi um descalabro. Sienfeld, uma série em tudo muito superior, ganhou só uma vez em 1993, mesmo tendo ido ao ar de 89 a 98. Nem preciso falar de Friends, outra sitcom que marcou a TV muito mais significativamente que Frasier, e que só levou o “caneco” em 2002.

    Com esse fundo histórico, a terceira vitória seguida (em três aparições) de Mad Men não foi sequer surpresa. Mesmo tendo concorrentes superiores – Lost, Dexter, The Good Wife, Breaking Bad, etc. – essa série parece gozar de um prestígio inabalável junto aos eleitores da Academia de Televisão, Artes e Cinema. E isso me incomoda. Ao contrário do Oscar, que pode ter uma aberração aqui, outra ali, a impossibilidade de um mesmo filme concorrer em mais de uma edição do prêmio, ajuda a evitar que erros se repitam. Já no EMMY, prêmio que eu gosto muito mais de assistir e que me interessa muito mais, o mesmo erro pode ser repetido infinitas vezes, desde que a série esteja ainda em produção. E parece que eles gostam mesmo de insistir em equívocos.

    Esse desabafo, devo confessar, é por causa de Lost. Já disse aqui outras vezes que sou muito fã da série e que a considero uma das 5 melhores de todos os tempos. Exagero ou não, é inegável que Lost deixou sua marca na história da televisão e que daqui há 20, 30 anos, ainda será lembrada. Já Mad Men….

    Algumas ótimas séries ganharam o Emmy merecidamente, mas cairam no esquecimento. Você se lembra de Picket Fences? Ganhou como melhor drama em 93 e 94. Embora ótima série, era mais uma. Mais do mesmo. Sienfeld não era, e Lost – que ganhou em 2005 – também não e ambas mereciam ter vencido mais de uma vez o EMMY de melhor série. Séries diferentes, marcantes e únicas precisam ser muito premiadas.

    Você concorda? Discorda? Comente.

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    August 29th, 2010Edu TeixeiraDiversos

    Na minha opinião,  o prêmio Emmy é mais importante que o Oscar. É isso mesmo! Embora eu adore cinema, a verdade é que a televisão é muito mais presente em minha vida e acredito que isso ocorra com você também. E tem um outro motivo: há tempos não temos chance de ver todos os filmes indicados ao Oscar (no cinema) antes da premiação, e isso tira grande parte do meu interesse pela cerimônia. Acho complicado torcer por um filme ou ator se eu não vi pelo menos a maioria dos concorrentes. E olha que teve o ano de 1995, no qual vi três filmes no mesmo dia só para me preparar para o Oscar (O Quatrilho, Nixon e Poderosa Afrodite).

    Mesmo antes da chegada da TV por assinatura no Brasil,  e antes da banda larga e seus downloads maravilhosos, eu já era fã de seriados. Mesmo picotados, dublados e sem créditos como a TV Globo tem hábito de fazer. Confesso que não assisto regularmente todas as séries que disputam prêmios na noite de hoje. Da maioria dessas, assisti os pilotos e não gostei o suficiente para continuar e poucas eu não vi sequer o piloto, mas posso dizer sem medo de errar, que algumas omissões na indicação me parecem absurdas. Qual a explicação para as duas sitcoms de maior audiência nos Estados Unidos, “Two And a Half Men” e “The Big Bang Theory”, ficarem de fora da premiação de melhor série de comédia? Não faz o menor sentido. E não é só por causa da audiência não. As séries realmente são ótimas. Jim Parsons, o impagável Sheldon de TBBT pelo menos foi indicado para melhor ator de comédia, já Charlie Sheen foi solenemente esquecido. O cara apronta todas fora da telinha, no entanto ele manda bem demais na série.

    Bem, depois do meu protesto, deixo meus votos  para as principais categorias e justificativas.

    Melhor Série de Drama: Breaking Bad, Dexter, The Good Wife, Lost, Mad Men e True Blood.
    Voto em Lost. Esse voto foi difícil. Gosto muito de várias dessas séries, porém com acho Lost uma das 5 melhores séries de tv de todos os tempos, levar a estatueta na sua última temporada me parece ser o mais justo e merecido.

    Simplesmente um clássico

    Melhor Série de Comédia: Curb Your Enthusiasm, Glee, Modern Family, Nurse Jack, The Office e 30 Rock
    Votaria em The Big Bang Theory. Como não posso, voto em Glee. É mais musical que comédia, mas essa série tomou a TV de assalto e não deixou pedra sobre pedra. E ainda homenageou o Journey… preciso dizer mais?

    Hit instantâneo

    Melhor Ator de Drama: Kyle Chandler (Friday Night Lights), Mathew Fox (Lost), Michael C. Hall (Dexter), Jon Hamm (Mad Men) e Hugh Laurie (House).
    Voto em: Michael C. Hall. Adorei o trabalho do Mathew Fox na temporada final de Lost, mas Michael C. Hall é simplesmente de outro mundo.

    Nosso assassino serial favorito

    Melhor Ator de Comédia: Alex Baldwin (30 Rock), Steve Carrell (The Office), Larry David (Curb Your Enthusiasm), Mathew Morrison (Glee), Jim Parsons (TBBT) e Tony Shalhoub (Monk).
    Voto em Jim Parsons. Esse voto nem precisa justificativa. O cara é o Sheldon. É um papel tão marcante que periga atrapalhar a carreira de Parsons, assim como Maxwell Smart/Agente 86 atrapalhou a carreira de Don Adams (vencedor de 3 Emmys consecutivos entre 1967 e 1969).

    Personagens marcantes demais

    Melhor Atriz de Drama: Connie Britton (Friday Night Lights), Glenn Close (Damages), Kyra Sedwick (The Closer), January Jones (Mad Men), Julianna Margulies (The Good Wife) e Mariska Hargitay (Law and Order: SVU).
    Voto em Julianna Margulies. Glen Close é um monstro e Kyra Sedwick arrasa, mas a atuação contida e precisa de J. Margulies merece ser premiada.

    Atuação cirúrgica

    Melhor Atriz de Comédia: Toni Collette (The United States of Tara), Eddie Falco (Nurse Jackie), Tina Fey (30 Rock), Julia Louis-Dreyfus (The New Adventures of Old Christine), Lea Michelle (Glee) e Amy Poehler (Parks and Recreation).
    Meu voto: Toni Collette. Não curti a série como um todo, mas a versatilidade de Collete tem que ser valorizada.

    Versatilidade

    Melhor Ator Coadjuvante de Drama: Aaron Paul (Breaking Bad), Martin Short (Damages), Terry O’Quinn (Lost), Michael Emerson (Lost), John Slattery (Mad Men) e Andre Braugher (Men of a Certain Age).
    Meu voto: Martin Short.Terry O’Quinn fez um trabalho incrível com seu FLOCKE e Micheal Emerson é assombroso, mas Martin Short fez melhor. Eu sei que é clichê, porém também é verdade: bons comediantes arrebentam quando fazem drama.

    As rugas ajudaram

    Melhor Ator Coadjuvante de Comédia: Chris Colfer (Glee), Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother), Jesse Tyler Ferguson (Modern Family), Eric Stonestreet (Modern Family), Ty Burrell (Modern Family) e Jon Cryer (Two and a Half Men).
    Meu voto: Jon Cryer. Sério, como a comédia número um da TV americana foi tão esnobada? Cryer é muito mais que coadjuvante. É co-ator principal. Merece!

    Tá na hora de fazer justiça

    Melhor Atriz Coadjuvante de Drama: Sharon Gless (Burn Notice), Rose Byrne (Damages), Archie Panjabi (The Good Wife), Christine Baranski (The Good Wife) e Christina Hendricks (Mad Men).
    Meu voto: Archie Panjabi. Fiquei na dúvida nessa. Rose Byrne mereceu sérias considerações, no entanto a marrenta e misteriosa Kalinda de The Good Wife leva por um nariz. 🙂

    Qual será a praia da Kalinda?

    Melhor Atriz Coadjuvante de Comédia: Jane Lynch (Glee), Julie Bowen (Modern Family), Sofia Vergara (Modern Family), Kristen Wiig (Saturday Night Live), Jane Krakowski (30 Rock) e Holland Taylor (Two and a Half Men).
    Meu voto: Jane Lynch. Sue Sylvester não aceita perder e se depender de mim leva  o prêmio hoje. Como uma boa técnica de cheerleader, “com os pés nas costas”.

    O segundo lugar é primeiro perdedor!

    Meus votos são puramente baseados no meu gosto pessoal. Você discorda? Deixe seus votos nos comentários.

    Os canais Sony e AXN transmitem a cerimônia. A premiação começa às 21h, mas a cobertura começa às 20 com a chegada dos convidados ao Nokia Theatre.

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    July 13th, 2010Edu TeixeiraColetiva de Imprensa, Comic-Con

    A planiha (Programacao Comic-Con 2010 – Cine Series) que agora publico é apenas uma tentativa extremamente otimista de agenda para a cobertura da Comic-Con 2010. Conseguir cumprir 50% dela seria uma vitória e tanto. Serve, porém para dar uma idéia da grandeza do evento. Para a agenda completa, incluindo todos os eventos pelos quais eu sequer me interessei, clique aqui.

    Lembrem-se que os horários informados são da costa oeste americana, ou seja é – 4 horas em relação ao horário de Brasília.

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    July 7th, 2010Edu TeixeiraComic-Con, Preparação
    Comic-Con 2009: Avatar

    Sandy Huffaker para o The New York Times

    O site da Comic-Con ainda não divulgou o quadro de horários dos painéis de filmes e séries, mas como a internet é maravilhosa, consegui montar um esboço de programação do evento deste ano em San Diego. Ontem, fiz uma teleconferência com o pessoal do Cine Séries pra começarmos a definir prioridades já que este que vos escreve ainda não possui super poderes para estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. A lista das séries confirmadas é extensa e eu já posso adiantar que algumas das favoritas de vocês terão prioridade: Fringe, Bones, The Big Bang Theory, Supernatural, V, Glee, entre outras. Terei também a oportunidade de conferir em primeira mão duas novas séries produzidas pelo mestre Steven Spielberg, Terra Nova (sobre dinossauros) e Falling Skies (sobre alienígenas). Já a relação de filmes presentes ao evento ainda é pequena, embora o peso-pesado Harry Potter and The Deathly Hallows – último filme da bem-sucedida franquia – esteja mais do que confirmado.

    A expectativa é que a programação oficial do evento seja divulgada na semana que vem. Com ela em mãos, farei um calendário definitivo e o colocarei aqui no blog.

    A foto acima mostra a fila para a exibição em primeira mão do filme Avatar na Comic-Con 2009.

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