Comic-Con San Diego, Séries de TV e Cinema

A cobertura da Comic-Con feita por um brasileiro para brasileiros e muito mais!
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    January 4th, 2012Edu TeixeiraSéries

    Steven Van Zandt

    E o Netflix segue firme no propósito de investir em séries originais. Depois de anunciar no ano passado a produção de “House of Cards”, drama criado e dirigido por David Fincher (A Rede Social) e estrelado por Kevin Spacey (Beleza Americana), chegou a vez de “Lilyhammer”, um drama sobre a máfia criado e estrelado pelo ator e guitarrista Steven Van Zandt (“The Sopranos”).

    O gigante de alugueis de DVD e streaming vai exibir os oito episódios da temporada de estreia da série do guitarrista da banda de Bruce Springsteen a partir de 6 de Fevereiro de 2012. Nela Van Zandt é Frank “The Fixer” Tagliano, um ex-mafioso de Nova York que entra no serviço federal de proteção a testemunhas após testemunhar contra seu chefe. Ele escolhe se mudar para Lillehammer, a cidade norueguesa que foi sede das Olímpiadas de Inverno de 1994.

    Na cidade, que ele insiste em chamar de “Lilyhammer”, Frank tenta começar vida nova tirando proveito das qualidades que a transmissão do evento esportivo deixou em sua mente: “ar puro, neve fresca e branca e lindas mulheres”. E o fato de estar do outro lado do Atlântico que seus perseguidores também ajuda muito na decisão.

    Embora tenha sido anunciada como um drama, o trailer abaixo mostra que a série terá também uma boa dose de humor.

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    December 15th, 2011Edu TeixeiraFilmes, Séries

    golden-globe-statues-121509-xlg-150x150A Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood anunciou na manhã de hoje os indicados ao 69º Globo de Ouro e algumas séries novatas estão no páreo. “Homeland”, “American Horror Story”, “Boss”, “Revenge”, “Enlightned” e “New Girl” receberam indicações.

    Algumas ausências na lista dos indicados merecem destaque. “The Big Bang Theory”, “Shameless” e “The Office” estão for a da disputa pela estatueta de melhor comédia, assim como  “Fringe”, “Dexter”, “Justified” e principalmente “The Walking Dead” foram completamente ignoradas. “The Good Wife” teve uma indicação, com Julianna Margulies concorrendo ao prêmio de melhor atriz em série dramática. Jim Parsons ( “The Big Bang Theory”), que vem abocanhando prêmios seguidamente, foi esquecido dessa vez, mas seu colega Johnny Galecki está na briga. Por fim, John Noble é mais uma vez absurdamente esquecido. Suas chances de um dia ser reconhecido pelo fantástico trabalho como Walter Bishop de “Fringe” podem estar acabando.

    Por outro lado, os destaques positivos foram as merecidíssimas indicações de Kelsey Grammer por “Boss” e Clare Danes e Damien Lewies por “Homeland”. Dizer que foram merecidas não descreve.

    A cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá no dia 15 de Janeiro de 2012 e terá apresentação do talentoso, mas polêmico ator, roteirista e produtor Rick Gervais, o criador de “The Office”.

    Veja abaixo a lista complete dos indicados:

    TELEVISÃO

     

    Melhor Drama

    American Horror Story

    Boardwalk Empire

    Boss

    Game of Thrones

    Homeland

    Melhor Comédia ou Musical

    Enlightened

    Episodes

    Glee

    Modern Family

    New Girl

     

    Melhor Ator — Drama

    Steve Buscemi, Boardwalk Empire

    Bryan Cranston, Breaking Bad

    Kelsey Grammer, Boss

    Jeremy Irons, The Borgias

    Damian Lewis, Homeland

    Melhor Atriz — Drama

    Claire Danes, Homeland

    Mireille Enos, The Killing

    Julianna Margulies, The Good Wife

    Madeleine Stowe, Revenge

    Callie Thorne, Necessary Roughness

    Melhor Ator — Comédia

    Alec Baldwin, 30 Rock

    David Duchovny, Californication

    Johnny Galecki, The Big Bang Theory

    Thomas Jane, Hung

    Matt LeBlanc, Episodes

    Melhor Atriz — Comédia

    Laura Dern, Enlightened

    Zooey Deschanel, New Girl

    Tina Fey, 30 Rock

    Laura Linney, The Big C

    Amy Poehler, Parks and Recreation

     

    Melhor Filme para TV ou Minissérie

    Cinema Verite

    Downton Abbey

    The Hour

    Mildred Pierce

    Too Big to Fail

     

    Mellhor Ator — Filme para TV ou Minissérie

    Hugh Bonneville, Downton Abbey

    Idris Elba, Luther

    William Hurt, Too Big to Fail

    Bill Nighy, Page Eight

    Dominic West, The Hour

    Melhor Atriz — Filme para TV ou Minissérie

    Romola Garai, The Hour

    Diane Lane, Cinema Verite

    Elizabeth McGovern, Downton Abbey

    Emily Watson, Appropriate Adult

    Kate Winslet, Mildred Pierce

     

    Melhor Ator Coadjuvante

    Peter Dinklage, Game of Thrones

    Paul Giamatti, Too Big to Fail

    Guy Pearce, Mildred Pierce

    Tim Robbins, Cinema Verite

    Eric Stonestreet, Modern Family

     

    Melhor Atriz Coadjuvante

    Jessica Lange, American Horror Story

    Kelly Macdonald, Boardwalk Empire

    Maggie Smith, Downton Abbey

    Sofia Vergara, Modern Family

    Evan Rachel Wood, Mildred Pierce

     

    CINEMA

     

    Melhor Drama

    The Descendants

    The Help

    Hugo

    The Ides of March

    Moneyball

    War Horse

    Melhor Comédia ou Musical

    The Artist

    Bridesmaids

    50/50

    Midnight in Paris

    My Week with Marilyn

    Melhor Diretor

    Woody Allen, Midnight in Paris

    George Clooney, The Ides of March

    Michel Hazanavicius, The Artist

    Alexander Payne, The Descendants

    Martin Scorsese, Hugo

    Melhor Ator — Drama

    George Clooney, The Descendants

    Leonardo DiCaprio, J. Edgar

    Michael Fassbender, Shame

    Ryan Gosling, The Ides of March

    Brad Pitt, Moneyball

    Melhor Atriz — Drama

    Glenn Close, Albert Nobbs

    Viola Davis, The Help

    Rooney Mara, The Girl with the Dragon Tattoo

    Meryl Streep, The Iron Lady

    Tilda Swinton, We Need to Talk About Kevin

     

    Melhor Ator – Comédia ou Musical

    Jean Dujardin, The Artist

    Brendan Gleeson, The Guard

    Joseph Gordon-Levitt, 50/50

    Ryan Gosling, Crazy, Stupid, Love

    Owen Wilson, Midnight in Paris

    Melhor Atrizz — Comédia ou Musical

    Jodie Foster, Carnage

    Charlize Theron, Young Adult

    Kristen Wiig, Bridesmaids

    Michelle Williams, My Week with Marilyn

    Kate Winslet, Carnage

     

    Mellhor Ator Coadjuvante

    Kenneth Branagh, My Week with Marilyn

    Albert Brooks, Drive

    Jonah Hill, Moneyball

    Viggo Mortensen, A Dangerous Method

    Christopher Plummer, Beginners

     

    Melhor Atriz Coadjuvante

    Bérénice Bejo, The Artist

    Jessica Chastain, The Help

    Janet McTeer, Albert Nobbs

    Octavia Spencer, The Help

    Shailene Woodley, The Descendants

    Melhor Roteiro

    Woody Allen, Midnight in Paris

    Nat Faxon, Kaui Hart Hemmings, Alexander Payne e Jim Rash, The Descendants

    Michel Hazanavicius, The Artist

    Steven Zaillian, Aaron Sorkin, Stan Chervin e Michael Lewis, Moneyball

    George Clooney, Grant Heslov e Beau Willimon, The Ides of March

    Melhor Animação

    Arthur Christmas

    Cars 2

    Rango

    Puss in Boots

    The Adventures of Tintin

    Melhor Filme em Lìngua Estrangeira

    The Flowers of War, China

    In The Land of Blood and Honey, EUA

    The Kid with the Bike, Bélgica

    A Separation, Irã

    The Skin I Live In, Espanha

    Melhor Trilha Original

    The Artist, Ludovic Bource

    W.E., Abel Korzeniowski

    The Girl with the Dragon Tattoo, Trent Reznor e Atticus Ross

    Hugo, Howard Shore

    War Horse, John Williams

    Melhor Canção Original

    “Lay Your Head Down”, Albert Nobbs

    “Hello Hello”, Gnomeo and Juliet

    “The Living Proof”,  The Help

    “The Keeper”, Machine Gun Preacher

    “Masterpiece”, W.E.

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    December 9th, 2011Edu TeixeiraSéries

    spartacus-vengeance

    Esse é para você que – assim como eu – é fã de Spartacus. A estreia da nova temporada (se é que dá para chamar assim) só acontecerá em 27 de Janeiro de 2012, mas o Starz resolveu abrir nosso apetite com esse vídeo sensacional.  Digo abrir o apetite de forma obviamente figurada. É difícil imaginar alguém que tenha apetite para comer qualquer coisa depois de assistir a cena de abertura de Spartacus: Vengeance.

    A introdução é de Liam McIntyre, o novo protagonista da série. Gostou? Comente!

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    November 28th, 2011Edu TeixeiraSéries

    boss-poster-starz111022171105Na mideseason passada eu escrevi um texto sobre “The Chicago Code”, um drama que acabava de estrear na Fox. A série focava no antro de corrupção que é a cidade de Chicago e tinha o mérito de conseguir um raro equilíbrio entre histórias isoladas e mitologia. Infelizmente a audiência não foi das melhores e a série acabou cancelada, mas felizmente Chicago e seus políticos meliantes permaneceram nas mentes de produtores e roteiristas de Hollywood.

    Uma criação de Farhad Safinia (“Apocalypto”), “Boss” (Starz) traz Kelsey Grammer no papel Tom Kane, o prefeito de Chicago. O ator que fez fama com a superestimada comédia “Frasier” entre 1993 e 2004 nunca se afastou totalmente da telinha, mas desde o fim do sucesso da NBC que ele não assumia o papel de protagonista de um seriado. Seu retorno não poderia ser mais categórico. Se sob ameaça eu tivesse que apontar somente uma qualidade de “Boss”, essa seria a atuação monstruosa do Sr. Grammer. As cenas com ele valem cada segundo.

    O piloto é dirigido pelo diretor Gus Van Sant, indicado ao Oscar por Gênio Indomável. O elenco ainda conta com Connie Nielsen (Gladiador), Kathleen Robertson (Barrados no Baile), Martin Donovan (“Weeds”), Jeff Hephner (Hellcats) e outros.

    A série começa com o poderoso prefeito de Chicago recebendo a devastadora notícia que sofre de uma doença incurável. O político implacável não só tem os dias de vida contados, mas também irá passar pelo inimaginavelmente doloroso processo de deterioração mental. Como já vimos em situações semelhantes em séries, filmes e até mesmo novelas da Globo, o esperado seria uma mudança de comportamento. O vilão normalmente é compelido a repensar sua vida e seus atos na procura desesperada por redenção e compaixão. Não esse cara. Ele até tenta se reaproximar da filha, mas esse é seu único ato “bonzinho” depois de desenganado. De resto ele ou fica na mesma ou piora. Se é que isso era possível.

    Se há uma coisa na série que me incomoda um pouco é que de alguma forma me sinto manipulado a simpatizar com o corrupto. Sem perceber passei a ver como vilão o jornalista idealista, que luta praticamente sozinho contra o mar de lamas na capital de Illinois. Quando o episódio termina e eu paro para pensar, me sinto culpado. O que me consola é saber que esse sentimento pode ser apenas fruto da minha imaginação e que no fim da série os corruptos, incluindo Tom Kane, vão pagar por seus crimes. Pena que quando penso nos políticos brasileiros essa esperança é trucidada, esquartejada, moída e o que sobre é jogado em um forno industrial.

    No fim das contas, se você gosta de dramas políticos com atuações de primeira, não perca “Boss”, uma das melhores novas séries da temporada 2011.

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    October 22nd, 2011Edu TeixeiraSéries

    Whitney_NBC_460x614Pessoalmente achei “Whitney”, uma das novas comédias da NBC nessa temporada, bem engraçada, porém entendo que ela não é o tipo de sitcom que vira unanimidade. Longe disso.
    Para começar, a série é nitidamente uma tentativa de transpor o humor stand-up da protagonista Whitney Cummmings para a telinha. Muitas das piadas são faladas como um show de comédia desse tipo e não como em um diálogo cotidiano. Isso incomoda um pouco, mas quando a piada é boa isso acaba se dissipando no riso. Falando em Cummings (que também produz a boa “2 Broke Girls” da CBS), ela é um pouco “alta demais”, ou seja, fala em um volume acima do normal o que pode deixar algumas pessoas, incluindo esse escriba, desconfortáveis. Também dá para perceber que o material fonte teve que ser diluído. Provavelmente o humor fio da navalha da protagonista ficaria mais a vontade em um canal a cabo.
    “Whitney” vai contra a moda atual e não é filmada com apenas uma câmera e faz questão de avisar que é filmada com público presente, uma raridade atualmente na NBC. Não sei se a primeira foi uma boa escolha. Talvez o humor de Cummings se adaptasse melhor ao novo veículo com somente uma câmera.
    Um clichê que o show não evitou foi a ação centrada em três casais de amigos. Desde que “Friends” celebrizou esse formato, toda hora pipoca uma comédia com essa base. Poderia ser evitado. Dentre os coadjuvantes, destaque absoluto para o ótimo “escada” Chris D’Elia (“Live Nudity Comedy”) que faz Alex, o namorado de Whitney e para o humor seco e sarcástico de Rhea Seehorn (“Franklin & Bash”) que interpreta a amiga Roxanne.
    Whitney” estreou logo após a volta de “The Office” e não fez feio, principalmente na faixa etária que mais importa. Das pessoas entre 18 e 49 anos, 4.15 milhões (3,2) viram a série ( 6.71 milhões no total). Embora tenha ficado apenas no 3º lugar, a série se saiu melhor ( 46% no demo e 34% no total) do que “Community”  na temporada passada no mesmo horário.
    Até o 4º episódio, a série viu sua audiência despencar para 2.54 milhões entre os telespectadores entre 18 e 49 anos e 4.25 milhões no total, mas isso não impediu a NBC de garantir temporada completa para o show. Um senhor voto de confiança que alguns analistas apontam como erro.
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    October 19th, 2011Edu TeixeiraSéries

    HomelandposterÉ um tanto injusto comparar séries de redes abertas com séries de canais a cabo. As séries da TV aberta precisam obedecer a regras mais rígidas e grandes audiências na TV fechada não dariam nem para o começo nas grandes redes. O problema é que não há como escapar dessa armadilha. Mal ou bem, elas competem entre si por audiência.

    O cada vez mais competitivo mercado de séries a cabo acaba de ganhar mais uma série de peso. “Homeland”, novo drama do Showtime é simplesmente imperdível. Baseada em “Hatufim”, uma série israelense também conhecida como “Prisioner of War”, a série é centrada na descoberta (por acaso) e resgate de um soldado americano preso pela Al-Qaeda há oito anos. Ele é recebido como herói de guerra, com o governo americano procurando capitalizar tudo que pode com sua imagem.

    A única pessoa que não compra a história oficial é a analista da CIA Carrie Mathison (Clare Danes de “Mod Squad”). Para não estragar a surpresa, não direi o motivo que Carrie tem para desconfiar do Sargento Nicholas Brody (Damian Lewis de “Life”). Só posso dizer que a razão é muito boa. Ela acredita que ele é um traidor e que planeja um ataque terrorista em solo americano, nos moldes de 11/9. A única pessoa da CIA que sabe das suspeitas e tenta ajudar Mathison a provar sua teoria é seu mentor, o veterano agente Saul Berenson (Mandy Patinken de “Criminal Minds”).

    A produção é de primeira linha e as atuações – em especial a de Clare Danes – são dignas de prêmios. Não me surpreenderei em nada se “Homeland” abocanhar várias indicações ao Globo de Ouro e, posteriormente, ao Emmy. Outro destaque entre do elenco é a atriz brasileira de nascença Morena Baccarin (“V”). De tudo que a vi fazer, esse é de longe seu melhor trabalho. A trama é asfixiante e é praticamente impossível não querer ver como o quebra-cabeças será montado.

    O episódio de estreia atraiu 1.08 milhões de telespectadores no total, tornando-se a maior estreia do Showtime desde “Dead Like Me” (outra série com Mandy Patinkin) em 2003. Juntando as reprises e exibições on demand, a audiência sobe para 2.78 milhões.

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    October 18th, 2011Edu TeixeiraSéries

    American-horror-storyEsperei ansiosamente pela estreia de “American Horror Story” (FX). Ao contrário de vários críticos norte-americanos e a despeito de gostar cada vez menos de “Glee”, ainda tenho respeito pelas mentes criativas de Ryan Murphy e Brad Falchuk. O problema é que dessa vez eles erraram a mão.

    O elenco é ótimo (tem até Jessica Lange)  e a liberdade da TV a cabo apontavam para uma série original e verdadeiramente assustadora. Infelizmente o resultado final ficou muito aquém do que eu esperava, principalmente pela pouca verossimilhança da história. Você pode estar se perguntando como eu posso querer essa característica em uma série de terror e sobrenatural. A verdade é que mesmo nesse gênero, os personagens precisam agir de forma coerente. O comportamento da família Harmon pode ser tudo, menos isso.

    Para tentar se reconstruir após ter um caso extraconjugal do patriarca e uma gravidez interrompida traumaticamente, a família Harmon se muda de Boston para Los Angeles. Por uma total falta de bom senso, acabam comprando uma mansão com um histórico para lá de perturbador. Há décadas vários assassinatos violentos e misteriosos acontecem na casa e mesmo sabendo dos fatos, a família aposta no preço baixo e compra a propriedade?

    Mas vá lá. Vamos relevar isso. Por baixo do papel de parede, pintoras grotescas estão escondidas e o que a mamãe Harmon faz? Arranca o papel e expõe as “obras de arte”. Tá bom. Estou sendo chato.

    Sem pedir qualquer referência, Vivien Harmon (Connie Britton de “Spin City”) contrata uma senhora como empregada doméstica. Ela simplesmente confia na palavra da senhora que diz trabalhar há anos na casa para diversos moradores. Só que nos olhos do psiquiatra Ben Harmon (Dylan McDermott de “The Practice”), a tal senhora de cabeça branca é uma ruiva gostosona que usa um uniforme de doméstica comprado em uma sexy shop. Ele estranha a contratação, mas deixa passar. Beleza, eu até entendo que em um primeiro momento a falta de comunicação deixasse a situação acontecer, mas depois de algum tempo, não é possível que ele não comentasse com a mulher que ela contratou uma tentação de cabelos de fogo mesmo após sua pulada de cerca com uma aluna em Boston. Impossível.

    Você (ou sua mulher) contrataria essa empregada?

     


    E a cereja do bolo. A pergunta que não quer calar depois de dois episódios: por que não se mudar depois de vários incidentes bizarros? Alguma pessoa minimamente sã ficaria naquele lugar mais do que um dia? Lógico que não. Se fosse um filme teria muito potencial. Como fazer uma série que se deseja que tenha algumas temporadas com esses problemas? Não dá. O 2º episódio termina com a matriarca anunciando que a família iria vender a casa. Perfeito. E aí? Como fica a série?

    A ideia foi desenvolvida de forma errada. Deveria ser sobre a casa e não sobre a família. Cada temporada mostraria um dia na casa com ocupantes diferentes. Uma espécie de “24”, mas com menos episódios por ser uma série de cabo. E obviamente, o corretor deveria fazer todas as falcatruas do mundo para esconder o passado da mansão, lucrando horrores (com trocadilho, por favor) a cada nova negociação. Não ficaria bem melhor? Eu acredito piamente que sim.

    A audiência da estreia foi boa. 3.2 milhões de telespectadores (5.2 juntando as duas exibições na mesma noite) viram o piloto, sendo 2.04 milhões da faixa etária que mais importa (18-49). O problema é como manter essa galera ligada durante muito tempo.

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    October 17th, 2011Edu TeixeiraSéries

    primesuspect09Não é tarefa simples seguir os passos de uma atriz como Helen Mirren, a vencedora do Oscar de melhor atriz por A Rainha. Maria Bello (“E.R.”) merece, no mínimo, ser reconhecida por sua coragem de aceitar o papel que foi de Mirren na versão inglesa de “Prime Suspect”, novo drama policial da NBC.

    Na série, Bello é a detetive de polícia Jane Timoney. Recém-transferida para a divisão de homicídios, ela encontra um ambiente para lá de hostil. Os veteranos detetives (todos homens) a recebem como alguém que trocou favores sexuais para estar ali e aí começam os problemas de “Prime Suspect”.Quando a série estreou em 91 na Inglaterra, fazia até algum sentido esse tipo de preconceito, mas 20 anos depois ficou esquisito.

    A atuação de Bello é firme e ela não tem problemas de vaidade em aparecer em cena desarrumada, com o cabelo horroroso e nitidamente cansada. Seus coadjuvantes não ficam atrás. Brian O’Byrne (“Flash Forward”), Kirk Acevedo (“Fringe”), Tim Griffin e Aidan Quinn (Lendas da Paixão) convencem inteiramente.

    Além do datado machismo, a nova versão simplificou a fórmula original. Na versão britânica os crimes eram investigados e resolvidos ao longo de vários episódios. Em tempos de instantaneidade, os produtores optaram por histórias que se completam em 45 minutos. Em resumo, escolheram fazer mais do mesmo. Embora os três primeiros episódios tenham qualidades e tenham me mantido interessado, falta vontade de continuar vendo a série. Ela não acrescenta nada de novo.

    Na estreia, “Prime Suspect” teve um desempenho decepcionante. Apenas 6 milhões de pessoas assistiram, sendo 2.30 milhões na faixa etária que mais importa (18-49). O único motivo de otimismo foi que esses números foram 31% (20% entre 18-49) maiores do que a estreia da temporada de “The Apprentice” no mesmo horário na temporada passada. A temporada do reality show sem celebridades foi um desastre completo.

    No caminho até o 4º episódio, a audiência decresceu significativamente. Em 13 de Outubro, a audiência total foi de 4,5 milhões, sendo apenas 1,66 milhão entre 18 e 49 anos. Mesmo perdendo 25% (28% entre 18-49) de audiência desde a estreia, a NBC encomendou mais seis roteiros. Sinceramente não acredito que isso fará diferença. A série não deve emplacar uma segunda temporada.

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    October 16th, 2011Edu TeixeiraSéries

    A 2ª temporada de “The Walking Dead” (AMC) estreia hoje nos EUA e a expectativa dos fãs não poderia ser maior. A minha inclusive. Para ajudar no aquecimento, separei os Websódios da série. Eles não servem de introdução para a nova temporada, mas nos ajudam a conhecer um pouco mais dos acontecimentos anteriores ao despertar de Rick Grimes no hospital.

    Parte 1

    Parte 2

    Parte 3

    Parte 4

    Parte 5

    Parte 6

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    October 14th, 2011Edu TeixeiraSéries

     “Suburgatory”, a nova comédia da ABC, não faz humor rasgado ou típico. Ele é seco e, de vez em quando, é até meio malvado, mas é divertido. O único senão da série é a visão exageradamente estereotipada dos subúrbios norte-americanos. Ficou forçada a tentativa de fazer graça com isso.

    Na série, um relativamente jovem pai solteiro se assusta ao achar camisinhas dentre as coisas de sua filha e decide se mudar com ela da cidade de Nova York para um pacato subúrbio. Sabe a Wisteria Lane de “Desperate Housewives”? Bem nesse estilo, mas com moradores bem mais esquisitos do que os da veterana série. E eu pensando que isso não era possível.

    Os produtores capricharam nos protagonistas. O subestimado Jeremy Sisto faz o pai e a ótima Jane Levy a filha. Lembro sempre de Sisto pela atuação amedrontadora em O Esconderijo (Hideaway), terror de 1995 com Jeff Goldblum e Alicia Silverstone. Sua carreira nunca estourou. Levy tem tudo para ser uma estrela. Bonitinha, carismática e muito talentosa. Já tinha me impressionado em “Shameless”, na qual faz a namorada de aparências de Ian, o Gallagher gay e agora recebe a primeira chance de brilhar. E como ela brilha.

    Na estreia, “Suburgatory” atraiu 9.81 milhões de espectadores, obtendo rating de 3,0 na faixa etária que mais interessa (18-49), ficando em segundo lugar no horário. Em comparação ao ano passado, conseguiu audiência em 32% (18-49) maior do que estreia da finada “Better With You”. Mesmo com a audiência caindo nas duas semanas seguintes (9.46/3,2 e 8.8/3,0), a série conseguiu garantir temporada completa. Ótima notícia.

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