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  • “American Horror Story” é uma má desenvolvida boa ideia

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    October 18th, 2011Edu TeixeiraSéries

    American-horror-storyEsperei ansiosamente pela estreia de “American Horror Story” (FX). Ao contrário de vários críticos norte-americanos e a despeito de gostar cada vez menos de “Glee”, ainda tenho respeito pelas mentes criativas de Ryan Murphy e Brad Falchuk. O problema é que dessa vez eles erraram a mão.

    O elenco é ótimo (tem até Jessica Lange)  e a liberdade da TV a cabo apontavam para uma série original e verdadeiramente assustadora. Infelizmente o resultado final ficou muito aquém do que eu esperava, principalmente pela pouca verossimilhança da história. Você pode estar se perguntando como eu posso querer essa característica em uma série de terror e sobrenatural. A verdade é que mesmo nesse gênero, os personagens precisam agir de forma coerente. O comportamento da família Harmon pode ser tudo, menos isso.

    Para tentar se reconstruir após ter um caso extraconjugal do patriarca e uma gravidez interrompida traumaticamente, a família Harmon se muda de Boston para Los Angeles. Por uma total falta de bom senso, acabam comprando uma mansão com um histórico para lá de perturbador. Há décadas vários assassinatos violentos e misteriosos acontecem na casa e mesmo sabendo dos fatos, a família aposta no preço baixo e compra a propriedade?

    Mas vá lá. Vamos relevar isso. Por baixo do papel de parede, pintoras grotescas estão escondidas e o que a mamãe Harmon faz? Arranca o papel e expõe as “obras de arte”. Tá bom. Estou sendo chato.

    Sem pedir qualquer referência, Vivien Harmon (Connie Britton de “Spin City”) contrata uma senhora como empregada doméstica. Ela simplesmente confia na palavra da senhora que diz trabalhar há anos na casa para diversos moradores. Só que nos olhos do psiquiatra Ben Harmon (Dylan McDermott de “The Practice”), a tal senhora de cabeça branca é uma ruiva gostosona que usa um uniforme de doméstica comprado em uma sexy shop. Ele estranha a contratação, mas deixa passar. Beleza, eu até entendo que em um primeiro momento a falta de comunicação deixasse a situação acontecer, mas depois de algum tempo, não é possível que ele não comentasse com a mulher que ela contratou uma tentação de cabelos de fogo mesmo após sua pulada de cerca com uma aluna em Boston. Impossível.

    Você (ou sua mulher) contrataria essa empregada?

     


    E a cereja do bolo. A pergunta que não quer calar depois de dois episódios: por que não se mudar depois de vários incidentes bizarros? Alguma pessoa minimamente sã ficaria naquele lugar mais do que um dia? Lógico que não. Se fosse um filme teria muito potencial. Como fazer uma série que se deseja que tenha algumas temporadas com esses problemas? Não dá. O 2º episódio termina com a matriarca anunciando que a família iria vender a casa. Perfeito. E aí? Como fica a série?

    A ideia foi desenvolvida de forma errada. Deveria ser sobre a casa e não sobre a família. Cada temporada mostraria um dia na casa com ocupantes diferentes. Uma espécie de “24”, mas com menos episódios por ser uma série de cabo. E obviamente, o corretor deveria fazer todas as falcatruas do mundo para esconder o passado da mansão, lucrando horrores (com trocadilho, por favor) a cada nova negociação. Não ficaria bem melhor? Eu acredito piamente que sim.

    A audiência da estreia foi boa. 3.2 milhões de telespectadores (5.2 juntando as duas exibições na mesma noite) viram o piloto, sendo 2.04 milhões da faixa etária que mais importa (18-49). O problema é como manter essa galera ligada durante muito tempo.

    E você? Gostou? Comente.

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  • Jotalhao Fedez Marc

    Discordo plenamente de vc, a serie é otima, prende do inicio ao fim, vc é burr a ou o que não vê que a casa hipnotiza e faz de tudo para manter seus moradores lá, retardada, não seja tão critica pois sua opinião e minima, por que aonde eu li todos gostaram! frustada!!!!

  • Anonymous

    Amigo, discordar pode, me ofender não. Dei minha opinião sincera e não mudo uma linha do que escrevi. Ah, e aprende a ler. Meu nome é EDUARDO. Se é para me xingar, pelo menos faça corretamete colocando os “adjetivos” no masculino. Abraço e divirta-se com essa grande série (Estou sendo irônico).

  • Anonymous

    Na verdade tinha visto 2, mas mesmo depois de ver todos até agora eu mantenho minha opinião. A série diverte, mas eu não consigo engolir o comportamento da família e isso me incomoda demais. Como manter essa série por várias temporadas? Só trocando o elenco todo, mas até lá já conheceremos as histórias da casa. Como vão preencher as lacunas sem estas histórias para contar? Valeu pela visita.

  • Everton

    Que isso?! A série é muito boa sim, a história te prende a cada episódio…Como o amigo disse ali, existe sim a força oculta da casa que realmente exerce uma certa influência, e não diria que tudo não passa de um erro de comunicação entre o casal, pois tudo é justificado, entre varios fatores a situação de extresse que cada um passa.
    Obs. Se você reclama de American Horrer Story com suas incoerencias foi pq ainda não assistiu TERRA NOVA.

  • Anonymous

    Olá.
    A série diverte, mas não é boa. Nenhuma das perguntas que fiz no texto parecem ter resposta minimamente inteligente. Nenhum dos comentários aqui tentou respondê-las. O que mostra que elas são pertinentes. “Força oculta” é demais. A casa é assombrada pelos espíritos das pessoas que lá morreram. OK. Isso eu entendo, mas ir embora é possível. O Dr. Ben Harmon se mudou. A Constance (Jessica Lange) se mudou. Certo?  Então ir embora é viável e não tem força oculta coisa nenhuma.

    Todos que moraram na casa até aqui tiveram morte relativamente rápida. Como manter a familia Harmon vivendo lá por várias temporadas? Tem como alguém responder? Não tem. É completamente incoerente.

    Para terminar, uma coisa nada tem a ver com a outra. Leia minha critica de Terra Nova e você verá que os problemas ali são outros. Alguns até maiores do que os de AHS.
    Abraço e volte sempre.

  • A série pode ter melhorado mas o oitavo episódio destruiu com a linha que tava seguindo, o piloto foi despresível, mas estava melhorando, porem o oitavo acabou com as minhas esperanças.

  • Anonymous

    Pois é. Estão perdidos. Volte sempre!

  • Leonardo Schumann

    Cara, tive as mesmas preocupações quando comecei a ver a série, quando acabou o primeiro episódio pensei: What The Fuck!? Como, a série vai se sustentar por mais de uma temporada?
    Mas não larguei o osso e continuei acompanhando e fui surpreendido, quando dei por mim estava ancioso pelo próximo episódio (principalmente depois do duplo “Halloween”). Mas a dúvida primordial persistia até que em eu dos últimos episódios, foi nos dado uma pequena pista do que poderia fazer a família continuar na casa e até me deixou interessado…

    Eu acho que a série está se encaminhando muito bem até agora, melhorando a cada episódio e o fato do seu futuro ser improvável só faz aumentar as expectativas, uma vez que os roteiristas tenham que realmente “se puxar” para continuar com a história da série.

  • Anonymous

    AHS já tem um mérito. Foi o tema do post mais comentado na história no meu pequeno blog. Legal ler opiniões divergentes, mas educadas. Volte sempre! Abraço!

  • filipe

    acho que o objetivo da série é esse mesmo… estilo “drag me to hell”… não é pra ser levada a sério… os eventos que acontecem na série são verossímeis no universo dela.

  • É uma teoria. Eu não compro, mas é válida. Abraço e volte sempre.

  • Anonymous

    Eu não a compro, mas é uma teoria válida. Abraço e volte sempre.