Comic-Con San Diego, Séries de TV e Cinema A cobertura da Comic-Con feita por um brasileiro para brasileiros e muito mais!
  • “Ringer” é a primeira bomba de uma fall season que promete muitas

    0
    scissors
    September 24th, 2011Edu TeixeiraSéries

    Nessa temporada decidi ver no mínimo dois episódios de cada nova série para ser mais justo. Para fazer uma avaliação melhor informada. Depois de assistir o segundo episódio da nova série de Sarah Michelle Gellar, posso dizer sem medo que não preciso ver mais nada antes de concluir que  “Ringer” (CW) é uma bomba. E pensar que ela deixou uma semi-aposentadoria para fazer essa atrocidade. Era melhor ter continuado a viver da fama de Buffy e ficar cuidando de sua filha.

    O piloto tem tantos erros que é até difícil enumerá-los. Nos primeiros 15 minutos, somos “presenteados” com nada menos que três mini vídeo clipes embalados por músicas românticas. Tem também a irritante insistência em repetir Siobhan  – o nome de uma das personagens de Gellar – bilhões de vezes ao longo dos dois episódios. Os roteiristas devem achar o nome tão cool que simplesmente não conseguem evitar repeti-lo infinitamente. Em frases em que um simples “você”, ou “minha irmã”caberiam muito melhor, lá vem o maldito nome.

    Você pode estar pensando que eu estou sendo muito implicante e que essas coisas são apenas detalhes insignificantes. Não é o caso. A trama é tão rasa e desinteressante que qualquer um começa a reparar nessas coisas. Quando me vi irritado em ouvir o nome Siobhan, me dei conta que eu só estava reparando nisso por não estar preso à história. Ela simplesmente não anda nos primeiros 90 minutos de série.

    Para você ter uma idéia do quão fraco é o roteiro da série, cito a última cena do piloto como exemplo. Depois de desaparecer no meio do um passeio de lancha, Siobhan reaparece em Paris, sentada em um sofá. Ela recebe um telefonema e ao atender ouve a seguinte frase: “Siobhan, temos um problema”.  O que qualquer pessoa normal faria? Perguntaria qual problema. Mas não aquela que eu me recuso a escrever o nome novamente até o fim desse texto (já foram 4 vezes). Ela simplesmente desliga o telefone sem dizer sequer uma palavra. Disseram no painel de “Ringer” na Comic-Con desse ano que cada episódio teria um cliffhanger. Pelo jeito, essa foi a tentativa de criar um no fim do piloto. Uma senhora e irritante forçada de barra.

    Pensando em retrospectiva, o que eu no primeiro momento achei ser uma boa credencial para a série, era justamente um aviso de que ela seria horrível. Pensei que a decisão de CBS de entregar esse projeto para sua rede irmã mais nova fosse apenas por uma questão de público-alvo, mas no fim das contas o problema era a qualidade. Tentaram minimizar o prejuízo, mas infelizmente isso não será possível.  Indo nesse ritmo, “Ringer” não durará muito tempo.

    Posts Relacionados:

    Tags: ,