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  • Jornada Nas Estrelas: 45 anos de otimismo

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    September 12th, 2011Edu TeixeiraSéries
    Gene Roddenberry e um fã

    E lá se vão 45 anos desde que um ex-policial de Los Angeles colocou no papel seu sonho de um futuro melhor. A visão otimista de Gene Roddenberry tinha um planeta sem fronteiras, fome, pobreza, preconceito ou ganância. No qual a esmagadora maioria das doenças que nos afligem hoje estariam curadas e as guerras, raras, seriam travadas no espaço contra outras raças. Nunca entre humanos.

    Em 64, Roddenberry iniciou o projeto que acabaria por se chamar Star Trek (Jornada nas Estrelas). No dia 8 de Setembro de 1966, o episódio O Sal da Terra (The Man Trap) foi ao ar pela NBC, dando início à missão de cinco anos da nave estelar Enterprise, para explorar estranhos novos mundos e novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.

    Os cinco anos originalmente imaginados pelo grande pássaro da galáxia,  apelido de Roddenberry, já são 45 e graças a um reboot na franquia de filmes idealizado pelo genial J.J. Abrams, não há sinal que a viagem algum dia terminará. Cinco séries de televisão, onze filmes (com o 12º em pré-produção), uma série animada, muitas convenções nerds se foram e a despeito de alguns revezes, tudo leva a crer que o futuro da franquia será longo e próspero.

    Star Trek foi a primeira série de televisão que tenho lembrança de assistir. Tinha por volta de 5 anos quando fui apresentado ao seriado pelo meu irmão (15 anos) mais velho. Eu não entendia nada, mas as orelhas pontudas daquele tal Sr. Spock me deixavam hipnotizado. Aos 11 anos, já perfeitamente capaz de entender a série, tive a chance de ver Star Trek novamente (na Bandeirantes). Todo dia eu voltava correndo do colégio para não perder um episódio sequer. Dever de casa? Só depois que minha série favorita acabasse.

    Posso dizer – sem exagero – que Star Trek foi fundamental na minha formação. Em uma época que admitia expressões racistas como “amanhã é dia de branco”, foi vendo o episódio “Let That Be Your Last Battlefield” da 3ª temporada da série clássica, que pela primeira vez fui estimulado a pensar sobre a questão do preconceito. Não é pouca coisa.

    E se eu disser que iniciei uma grande amizade por causa de Star Trek? Pois é a mais pura verdade. Em 1993, tinha acabado de começar a estagiar no IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), quando um dia resolvi usar uma camiseta de Star Trek para ir “trabalhar”. Eu trabalhava em uma planilha, quando outro estagiário veio até sala onde eu estava para visitar outra pessoa. Ao reparar minha camisa ele não se conteve e me cumprimentou. E assim conheci Gustavo Gontijo, outro Trekker e alguém que sei que terei como grande amigo para o resto da vida.

    Para completar, tive a sorte, e bota sorte nisso, de conhecer uma mulher linda que embora não seja Trekker, gosta muito de Star Trek. Era ou não era para eu casar com ela? Pois é, foi o que eu fiz.

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