Comic-Con San Diego, Séries de TV e Cinema A cobertura da Comic-Con feita por um brasileiro para brasileiros e muito mais!
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    December 9th, 2011Edu TeixeiraSéries

    spartacus-vengeance

    Esse é para você que – assim como eu – é fã de Spartacus. A estreia da nova temporada (se é que dá para chamar assim) só acontecerá em 27 de Janeiro de 2012, mas o Starz resolveu abrir nosso apetite com esse vídeo sensacional.  Digo abrir o apetite de forma obviamente figurada. É difícil imaginar alguém que tenha apetite para comer qualquer coisa depois de assistir a cena de abertura de Spartacus: Vengeance.

    A introdução é de Liam McIntyre, o novo protagonista da série. Gostou? Comente!

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    November 28th, 2011Edu TeixeiraSéries

    boss-poster-starz111022171105Na mideseason passada eu escrevi um texto sobre “The Chicago Code”, um drama que acabava de estrear na Fox. A série focava no antro de corrupção que é a cidade de Chicago e tinha o mérito de conseguir um raro equilíbrio entre histórias isoladas e mitologia. Infelizmente a audiência não foi das melhores e a série acabou cancelada, mas felizmente Chicago e seus políticos meliantes permaneceram nas mentes de produtores e roteiristas de Hollywood.

    Uma criação de Farhad Safinia (“Apocalypto”), “Boss” (Starz) traz Kelsey Grammer no papel Tom Kane, o prefeito de Chicago. O ator que fez fama com a superestimada comédia “Frasier” entre 1993 e 2004 nunca se afastou totalmente da telinha, mas desde o fim do sucesso da NBC que ele não assumia o papel de protagonista de um seriado. Seu retorno não poderia ser mais categórico. Se sob ameaça eu tivesse que apontar somente uma qualidade de “Boss”, essa seria a atuação monstruosa do Sr. Grammer. As cenas com ele valem cada segundo.

    O piloto é dirigido pelo diretor Gus Van Sant, indicado ao Oscar por Gênio Indomável. O elenco ainda conta com Connie Nielsen (Gladiador), Kathleen Robertson (Barrados no Baile), Martin Donovan (“Weeds”), Jeff Hephner (Hellcats) e outros.

    A série começa com o poderoso prefeito de Chicago recebendo a devastadora notícia que sofre de uma doença incurável. O político implacável não só tem os dias de vida contados, mas também irá passar pelo inimaginavelmente doloroso processo de deterioração mental. Como já vimos em situações semelhantes em séries, filmes e até mesmo novelas da Globo, o esperado seria uma mudança de comportamento. O vilão normalmente é compelido a repensar sua vida e seus atos na procura desesperada por redenção e compaixão. Não esse cara. Ele até tenta se reaproximar da filha, mas esse é seu único ato “bonzinho” depois de desenganado. De resto ele ou fica na mesma ou piora. Se é que isso era possível.

    Se há uma coisa na série que me incomoda um pouco é que de alguma forma me sinto manipulado a simpatizar com o corrupto. Sem perceber passei a ver como vilão o jornalista idealista, que luta praticamente sozinho contra o mar de lamas na capital de Illinois. Quando o episódio termina e eu paro para pensar, me sinto culpado. O que me consola é saber que esse sentimento pode ser apenas fruto da minha imaginação e que no fim da série os corruptos, incluindo Tom Kane, vão pagar por seus crimes. Pena que quando penso nos políticos brasileiros essa esperança é trucidada, esquartejada, moída e o que sobre é jogado em um forno industrial.

    No fim das contas, se você gosta de dramas políticos com atuações de primeira, não perca “Boss”, uma das melhores novas séries da temporada 2011.

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    October 22nd, 2011Edu TeixeiraSéries

    Whitney_NBC_460x614Pessoalmente achei “Whitney”, uma das novas comédias da NBC nessa temporada, bem engraçada, porém entendo que ela não é o tipo de sitcom que vira unanimidade. Longe disso.
    Para começar, a série é nitidamente uma tentativa de transpor o humor stand-up da protagonista Whitney Cummmings para a telinha. Muitas das piadas são faladas como um show de comédia desse tipo e não como em um diálogo cotidiano. Isso incomoda um pouco, mas quando a piada é boa isso acaba se dissipando no riso. Falando em Cummings (que também produz a boa “2 Broke Girls” da CBS), ela é um pouco “alta demais”, ou seja, fala em um volume acima do normal o que pode deixar algumas pessoas, incluindo esse escriba, desconfortáveis. Também dá para perceber que o material fonte teve que ser diluído. Provavelmente o humor fio da navalha da protagonista ficaria mais a vontade em um canal a cabo.
    “Whitney” vai contra a moda atual e não é filmada com apenas uma câmera e faz questão de avisar que é filmada com público presente, uma raridade atualmente na NBC. Não sei se a primeira foi uma boa escolha. Talvez o humor de Cummings se adaptasse melhor ao novo veículo com somente uma câmera.
    Um clichê que o show não evitou foi a ação centrada em três casais de amigos. Desde que “Friends” celebrizou esse formato, toda hora pipoca uma comédia com essa base. Poderia ser evitado. Dentre os coadjuvantes, destaque absoluto para o ótimo “escada” Chris D’Elia (“Live Nudity Comedy”) que faz Alex, o namorado de Whitney e para o humor seco e sarcástico de Rhea Seehorn (“Franklin & Bash”) que interpreta a amiga Roxanne.
    Whitney” estreou logo após a volta de “The Office” e não fez feio, principalmente na faixa etária que mais importa. Das pessoas entre 18 e 49 anos, 4.15 milhões (3,2) viram a série ( 6.71 milhões no total). Embora tenha ficado apenas no 3º lugar, a série se saiu melhor ( 46% no demo e 34% no total) do que “Community”  na temporada passada no mesmo horário.
    Até o 4º episódio, a série viu sua audiência despencar para 2.54 milhões entre os telespectadores entre 18 e 49 anos e 4.25 milhões no total, mas isso não impediu a NBC de garantir temporada completa para o show. Um senhor voto de confiança que alguns analistas apontam como erro.
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    October 19th, 2011Edu TeixeiraSéries

    HomelandposterÉ um tanto injusto comparar séries de redes abertas com séries de canais a cabo. As séries da TV aberta precisam obedecer a regras mais rígidas e grandes audiências na TV fechada não dariam nem para o começo nas grandes redes. O problema é que não há como escapar dessa armadilha. Mal ou bem, elas competem entre si por audiência.

    O cada vez mais competitivo mercado de séries a cabo acaba de ganhar mais uma série de peso. “Homeland”, novo drama do Showtime é simplesmente imperdível. Baseada em “Hatufim”, uma série israelense também conhecida como “Prisioner of War”, a série é centrada na descoberta (por acaso) e resgate de um soldado americano preso pela Al-Qaeda há oito anos. Ele é recebido como herói de guerra, com o governo americano procurando capitalizar tudo que pode com sua imagem.

    A única pessoa que não compra a história oficial é a analista da CIA Carrie Mathison (Clare Danes de “Mod Squad”). Para não estragar a surpresa, não direi o motivo que Carrie tem para desconfiar do Sargento Nicholas Brody (Damian Lewis de “Life”). Só posso dizer que a razão é muito boa. Ela acredita que ele é um traidor e que planeja um ataque terrorista em solo americano, nos moldes de 11/9. A única pessoa da CIA que sabe das suspeitas e tenta ajudar Mathison a provar sua teoria é seu mentor, o veterano agente Saul Berenson (Mandy Patinken de “Criminal Minds”).

    A produção é de primeira linha e as atuações – em especial a de Clare Danes – são dignas de prêmios. Não me surpreenderei em nada se “Homeland” abocanhar várias indicações ao Globo de Ouro e, posteriormente, ao Emmy. Outro destaque entre do elenco é a atriz brasileira de nascença Morena Baccarin (“V”). De tudo que a vi fazer, esse é de longe seu melhor trabalho. A trama é asfixiante e é praticamente impossível não querer ver como o quebra-cabeças será montado.

    O episódio de estreia atraiu 1.08 milhões de telespectadores no total, tornando-se a maior estreia do Showtime desde “Dead Like Me” (outra série com Mandy Patinkin) em 2003. Juntando as reprises e exibições on demand, a audiência sobe para 2.78 milhões.

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    October 18th, 2011Edu TeixeiraSéries

    American-horror-storyEsperei ansiosamente pela estreia de “American Horror Story” (FX). Ao contrário de vários críticos norte-americanos e a despeito de gostar cada vez menos de “Glee”, ainda tenho respeito pelas mentes criativas de Ryan Murphy e Brad Falchuk. O problema é que dessa vez eles erraram a mão.

    O elenco é ótimo (tem até Jessica Lange)  e a liberdade da TV a cabo apontavam para uma série original e verdadeiramente assustadora. Infelizmente o resultado final ficou muito aquém do que eu esperava, principalmente pela pouca verossimilhança da história. Você pode estar se perguntando como eu posso querer essa característica em uma série de terror e sobrenatural. A verdade é que mesmo nesse gênero, os personagens precisam agir de forma coerente. O comportamento da família Harmon pode ser tudo, menos isso.

    Para tentar se reconstruir após ter um caso extraconjugal do patriarca e uma gravidez interrompida traumaticamente, a família Harmon se muda de Boston para Los Angeles. Por uma total falta de bom senso, acabam comprando uma mansão com um histórico para lá de perturbador. Há décadas vários assassinatos violentos e misteriosos acontecem na casa e mesmo sabendo dos fatos, a família aposta no preço baixo e compra a propriedade?

    Mas vá lá. Vamos relevar isso. Por baixo do papel de parede, pintoras grotescas estão escondidas e o que a mamãe Harmon faz? Arranca o papel e expõe as “obras de arte”. Tá bom. Estou sendo chato.

    Sem pedir qualquer referência, Vivien Harmon (Connie Britton de “Spin City”) contrata uma senhora como empregada doméstica. Ela simplesmente confia na palavra da senhora que diz trabalhar há anos na casa para diversos moradores. Só que nos olhos do psiquiatra Ben Harmon (Dylan McDermott de “The Practice”), a tal senhora de cabeça branca é uma ruiva gostosona que usa um uniforme de doméstica comprado em uma sexy shop. Ele estranha a contratação, mas deixa passar. Beleza, eu até entendo que em um primeiro momento a falta de comunicação deixasse a situação acontecer, mas depois de algum tempo, não é possível que ele não comentasse com a mulher que ela contratou uma tentação de cabelos de fogo mesmo após sua pulada de cerca com uma aluna em Boston. Impossível.

    Você (ou sua mulher) contrataria essa empregada?

     


    E a cereja do bolo. A pergunta que não quer calar depois de dois episódios: por que não se mudar depois de vários incidentes bizarros? Alguma pessoa minimamente sã ficaria naquele lugar mais do que um dia? Lógico que não. Se fosse um filme teria muito potencial. Como fazer uma série que se deseja que tenha algumas temporadas com esses problemas? Não dá. O 2º episódio termina com a matriarca anunciando que a família iria vender a casa. Perfeito. E aí? Como fica a série?

    A ideia foi desenvolvida de forma errada. Deveria ser sobre a casa e não sobre a família. Cada temporada mostraria um dia na casa com ocupantes diferentes. Uma espécie de “24”, mas com menos episódios por ser uma série de cabo. E obviamente, o corretor deveria fazer todas as falcatruas do mundo para esconder o passado da mansão, lucrando horrores (com trocadilho, por favor) a cada nova negociação. Não ficaria bem melhor? Eu acredito piamente que sim.

    A audiência da estreia foi boa. 3.2 milhões de telespectadores (5.2 juntando as duas exibições na mesma noite) viram o piloto, sendo 2.04 milhões da faixa etária que mais importa (18-49). O problema é como manter essa galera ligada durante muito tempo.

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    October 17th, 2011Edu TeixeiraSéries

    primesuspect09Não é tarefa simples seguir os passos de uma atriz como Helen Mirren, a vencedora do Oscar de melhor atriz por A Rainha. Maria Bello (“E.R.”) merece, no mínimo, ser reconhecida por sua coragem de aceitar o papel que foi de Mirren na versão inglesa de “Prime Suspect”, novo drama policial da NBC.

    Na série, Bello é a detetive de polícia Jane Timoney. Recém-transferida para a divisão de homicídios, ela encontra um ambiente para lá de hostil. Os veteranos detetives (todos homens) a recebem como alguém que trocou favores sexuais para estar ali e aí começam os problemas de “Prime Suspect”.Quando a série estreou em 91 na Inglaterra, fazia até algum sentido esse tipo de preconceito, mas 20 anos depois ficou esquisito.

    A atuação de Bello é firme e ela não tem problemas de vaidade em aparecer em cena desarrumada, com o cabelo horroroso e nitidamente cansada. Seus coadjuvantes não ficam atrás. Brian O’Byrne (“Flash Forward”), Kirk Acevedo (“Fringe”), Tim Griffin e Aidan Quinn (Lendas da Paixão) convencem inteiramente.

    Além do datado machismo, a nova versão simplificou a fórmula original. Na versão britânica os crimes eram investigados e resolvidos ao longo de vários episódios. Em tempos de instantaneidade, os produtores optaram por histórias que se completam em 45 minutos. Em resumo, escolheram fazer mais do mesmo. Embora os três primeiros episódios tenham qualidades e tenham me mantido interessado, falta vontade de continuar vendo a série. Ela não acrescenta nada de novo.

    Na estreia, “Prime Suspect” teve um desempenho decepcionante. Apenas 6 milhões de pessoas assistiram, sendo 2.30 milhões na faixa etária que mais importa (18-49). O único motivo de otimismo foi que esses números foram 31% (20% entre 18-49) maiores do que a estreia da temporada de “The Apprentice” no mesmo horário na temporada passada. A temporada do reality show sem celebridades foi um desastre completo.

    No caminho até o 4º episódio, a audiência decresceu significativamente. Em 13 de Outubro, a audiência total foi de 4,5 milhões, sendo apenas 1,66 milhão entre 18 e 49 anos. Mesmo perdendo 25% (28% entre 18-49) de audiência desde a estreia, a NBC encomendou mais seis roteiros. Sinceramente não acredito que isso fará diferença. A série não deve emplacar uma segunda temporada.

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    October 16th, 2011Edu TeixeiraSéries

    A 2ª temporada de “The Walking Dead” (AMC) estreia hoje nos EUA e a expectativa dos fãs não poderia ser maior. A minha inclusive. Para ajudar no aquecimento, separei os Websódios da série. Eles não servem de introdução para a nova temporada, mas nos ajudam a conhecer um pouco mais dos acontecimentos anteriores ao despertar de Rick Grimes no hospital.

    Parte 1

    Parte 2

    Parte 3

    Parte 4

    Parte 5

    Parte 6

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    October 14th, 2011Edu TeixeiraSéries

     “Suburgatory”, a nova comédia da ABC, não faz humor rasgado ou típico. Ele é seco e, de vez em quando, é até meio malvado, mas é divertido. O único senão da série é a visão exageradamente estereotipada dos subúrbios norte-americanos. Ficou forçada a tentativa de fazer graça com isso.

    Na série, um relativamente jovem pai solteiro se assusta ao achar camisinhas dentre as coisas de sua filha e decide se mudar com ela da cidade de Nova York para um pacato subúrbio. Sabe a Wisteria Lane de “Desperate Housewives”? Bem nesse estilo, mas com moradores bem mais esquisitos do que os da veterana série. E eu pensando que isso não era possível.

    Os produtores capricharam nos protagonistas. O subestimado Jeremy Sisto faz o pai e a ótima Jane Levy a filha. Lembro sempre de Sisto pela atuação amedrontadora em O Esconderijo (Hideaway), terror de 1995 com Jeff Goldblum e Alicia Silverstone. Sua carreira nunca estourou. Levy tem tudo para ser uma estrela. Bonitinha, carismática e muito talentosa. Já tinha me impressionado em “Shameless”, na qual faz a namorada de aparências de Ian, o Gallagher gay e agora recebe a primeira chance de brilhar. E como ela brilha.

    Na estreia, “Suburgatory” atraiu 9.81 milhões de espectadores, obtendo rating de 3,0 na faixa etária que mais interessa (18-49), ficando em segundo lugar no horário. Em comparação ao ano passado, conseguiu audiência em 32% (18-49) maior do que estreia da finada “Better With You”. Mesmo com a audiência caindo nas duas semanas seguintes (9.46/3,2 e 8.8/3,0), a série conseguiu garantir temporada completa. Ótima notícia.

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    October 13th, 2011Edu TeixeiraSéries

    Como não esperar muito de uma série com dinossauros produzida por Steven Spielberg? Não tem como e esse talvez seja o maior problema de “Terra Nova”, o novo drama da Fox – que teve o piloto mais caro da história da televisão – nasceu cercado de expectativas muito altas. Talvez altas demais.

    Assisti a primeira parte do piloto na Comic-Con 2011 e talvez pelo clima do local, vi mais qualidades que defeitos. As cenas do futuro apocalíptico foram minhas preferidas. Assisti o piloto completo assim que foi exibido nos EUA e já sem a influente reação de mais de 4000 fãs presentes no ballroom 20 do Centro de Convenções de San Diego em Julho, fiquei decepcionado.

    Como sou trekker de longa data, não só estou habituado com explicações técnicas (conhecidas como tecno-baboseiras ou technobabbles) como espero por elas. Queria muito ter a ilusão de ter entendido melhor a viagem no tempo.  Como a fratura do tempo surgiu? Como assim outra linha do tempo? Dá para explicar melhor? Qualquer esperança de saber essas respostas agonizou depois que a família Shannon entrou no portal e voltou 85 milhões de anos no tempo.

    O primeiro sinal de que a nau seguia um curso duvidoso foi a saída do roteirista e produtor David Fury (“Lost”).  Fury é uma daquelas pessoas que, embora não sejam muito famosas, dão credibilidade às produções. A alegria e esperança que os fãs mais informados de “Fringe”, eu inclusive, sentiram ao saber que ele entraria para a 4ª temporada da série é inversamente proporcional  ao que foi sentido por quem, assim como eu, esperava avidamente por “Terra Nova”.

    Os efeitos especiais são sensacionais e justificam cada um dos muitos dólares gastos, mas a saída de Fury deixou um vácuo na equipe de roteiristas. O roteiro da segunda parte do piloto foi creditado a ele e a Brannon Braga, mas Fury deixou claro via Twitter que saiu da produção bem antes da filmagem do piloto e que não reconhecia aquele roteiro como seu. Braga, sobre quem já escrevi um longo texto, é um notório coveiro de séries. É muito difícil acreditar em alguma produção com ele no comando.

    Dito isso, “Terra Nova” não é uma bomba completa, mas também não é nenhuma maravilha e os roteiros até agora são os culpados por isso. Romance adolescente demais para dinossauros de menos. O último episódio exibido, “What Remains” , foi particularmente fraco. O roteiro é a enésima reciclagem de um episódio clássico de Jornada nas Estrelas (“The Naked Time”). Já perdi as contas de quantas séries de ficção, incluindo as demais Jornadas, já beberam dessa fonte com melhores resultados.

    A audiência da estreia foi bem aquém do que era esperado. 9.22 milhões de espectadores assistiram o piloto, sendo 3.965 milhões na demo, ou faixa etária que mais importa (18-49). No 2º episódio, a série se manteve firme em termos de demo, mas viu o total de público cair para 8.73 milhões. Na semana seguinte, a primeira queda acentuada: -20% no total e -16% no demo. Dados muito preocupantes.

    Ter a marca Spielberg vai ajudar o show a ter todas as chances do mundo de evoluir. Os efeitos especiais e toda a parte técnica estão nos seus devidos lugares. Agora é se concentrar em preencher os espaços restantes com histórias melhores. Gostaria muito que conseguissem.

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    October 11th, 2011Edu TeixeiraSéries

    Josh Schwartz, o mesmo produtor e roteirista que nos presenteou com as divertidas “The O.C.” e “Chuck”, errou a mão dessa vez. “Hart of Dixie” é de uma preguiça sem tamanho. Nada foi feito com esmero nessa mistura infeliz de drama com comédia.

    A série conta a vida da jovem médica/cirurgiã Zoe Hart, interpretada por Rachel Bilson. Você leu corretamente. O ilustríssimo senhor Schwartz que nos convencer que Bilson é uma talentosa médica que se formou no topo de sua turma. Ela é bonitinha e até convenceu como dondoca boa gente Summer Roberts em “The O.C.” e como um interesse romântico de Chuck Bartowski, mas, por favor, paremos por aí.

    A justificativa para ela aceitar um convite de um completo desconhecido para deixar Nova York e se mudar para o interior do Alabama é completamente estapafúrdia: falta calor humano para a doutora. Não tem um hospital ou clínica nas redondezas para ela aprender boas maneiras? Tem que ser em outro Estado? Em uma cidade que não poderia ser mais diametralmente diferente da dita capital do mundo? E o prefeito garotão que foi jogador profissional de futebol americano e só se refere a si mesmo na 3ª pessoa do singular? Tudo errado. Tudo.

    Antes de ver o piloto, li vários elogios à série. Uma crítica do Teleséries disse ser a melhor coisa da CW. Discordo em gênero, numero e grau. “Hart of Dixie” pode não ser a pior série da rede caçula norte-americana (essa discutível honra vai para a horrorosa “Nikita”), mas chega perto.

    Felizmente crítica e audiência americana parecem concordar comigo e duvido que a série emplaque uma 2ª temporada. 1,88 milhão de pessoas viram o piloto, sendo 1 milhão no público alvo (18-49 anos). Na segunda semana a audiência total caiu um pouco (1,75), mas se manteve estável na faixa etária que mais interessa.

    [Atualizado em 18/01/2012]

    Aparentemente muitos outros críticos também não compraram a ideia de Rachel Bilson como uma brilhante médica. Tanto que a atriz levou na gozação e preparou o vídeo abaixo para o site “Funny of Die” dando uma “reposta” aos detratores. O vídeo ficou ótimo, mas como médica ela continua não me convencendo.

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